Notícias

Justiça de SC arquiva investigação sobre morte do cão Orelha por falta de provas

Justiça acolhe parecer do Ministério Público que apontou falhas cronológicas e ausência de violência física no animal.

Por
Redação 360 Notícia
15 de maio de 2026 às 15:002 min
Justiça de SC arquiva investigação sobre morte do cão Orelha por falta de provas
Foto: Reprodução
Compartilhar

A Justiça catarinense arquivou o caso da morte do cão Orelha após o MP apontar falta de provas e inconsistências na investigação policial. Perícias indicaram que o animal morreu devido a uma infecção crônica, e não por agressões.

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) oficializou o arquivamento das investigações sobre a morte do cão comunitário Orelha, ocorrida em janeiro deste ano na Praia Brava, em Florianópolis. A decisão da juíza Vanessa Bonetti Haupenthal atendeu a um pedido do Ministério Público (MPSC). O órgão concluiu que não há evidências que sustentem a tese de maus-tratos praticados por adolescentes, apontando fragilidades técnicas na apuração inicial realizada pela Polícia Civil.

A análise detalhada de 170 páginas apresentada pelos promotores revelou falhas graves na cronologia dos fatos. Cruzando imagens de diferentes câmeras de segurança, o MP identificou uma discrepância de horários nos sistemas de monitoramento, o que desmentiu a versão de que agressores e animal estiveram no mesmo local simultaneamente. Além disso, gravações registradas após o suposto ataque mostraram o cão caminhando normalmente, o que afasta a hipótese de que ele estaria debilitado por agressões físicas recentes.

Outro ponto determinante para o encerramento do caso foram os laudos periciais e a exumação do animal. Os exames de necropsia não encontraram fraturas ou lesões típicas de violência externa, indicando que a morte foi causada por uma infecção óssea crônica na mandíbula. O Ministério Público também destacou que a investigação policial se apoiou excessivamente em boatos de redes sociais e relatos indiretos de terceiros, sem o suporte de provas materiais ou testemunhos presenciais dos fatos.

#Justiça#Caso Orelha#Florianópolis#Maus-tratos#Arquivamento

Leia também