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Amapá registra maior índice de desemprego do Brasil no início de 2026

Mercado de trabalho local lidera desocupação nacional com 10%; mulheres e profissionais sem ensino médio são os mais afetados.

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Redação 360 Notícia
15 de maio de 2026 às 16:002 min
Amapá registra maior índice de desemprego do Brasil no início de 2026
Foto: Reprodução
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O Amapá registrou a maior taxa de desocupação do Brasil no início de 2026, atingindo 10%. Dados do IBGE revelam que mulheres e pessoas com baixa escolaridade são os grupos mais afetados pela falta de vagas no estado.

O Amapá encerrou o primeiro trimestre de 2026 com o cenário mais desafiador do mercado de trabalho brasileiro, liderando o ranking de desocupação nacional com uma taxa de 10%. Segundo os dados da PNAD Contínua, apresentados pelo IBGE nesta quinta-feira (14), o estado superou índices de regiões tradicionalmente afetadas pelo desemprego, como Pernambuco e Bahia. Embora os números apontem para uma estabilidade estatística em comparação ao fechamento do ano anterior, a realidade local revela disparidades profundas entre diferentes perfis demográficos e níveis de instrução.

A análise detalhada por gênero mostra que a população feminina é a mais impactada, apresentando uma desocupação de 11,4%, valor superior aos 8,9% registrados entre os homens amapaenses. Além disso, o nível educacional surge como um divisor de águas: enquanto o desemprego entre profissionais com curso superior completo é de apenas 5,6%, ele dispara para expressivos 22,7% entre aqueles que não concluíram o ensino médio. Esse abismo educacional reforça as dificuldades de inserção formal em um mercado cada vez mais exigente.

Outro ponto crítico levantado pelo IBGE é o avanço do desemprego de longa duração e da precarização laboral. Cerca de 10 mil cidadãos estão na fila por uma vaga há pelo menos dois anos, um crescimento de 25% na comparação anual. Paralelamente, a informalidade domina as relações de trabalho no estado, atingindo 42,7% das pessoas ocupadas. Isso reflete um cenário onde quase metade da força produtiva local atua sem as garantias previstas na legislação trabalhista, apesar de 68% dos empregados do setor privado possuírem carteira assinada.

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