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Polícia indicia homem que jogou carro em rio para matar esposa e filha no Paraná

Investigação concluiu que Márcio Talaska jogou automóvel no Rio Paraná após desentendimento familiar; ele responderá por feminicídio e vicaricídio.

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Redação 360 Notícia
15 de maio de 2026 às 17:002 min
Polícia indicia homem que jogou carro em rio para matar esposa e filha no Paraná
Foto: Reprodução
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A Polícia Civil do Paraná concluiu que Márcio Talaska jogou propositalmente o carro no rio, matando esposa e filha. Ele foi indiciado por feminicídio e vicaricídio após investigações descartarem acidente.

As investigações sobre a tragédia ocorrida em Porto Rico, no Noroeste do Paraná, foram encerradas pela Polícia Civil com a conclusão de que Márcio Talaska, de 38 anos, provocou deliberadamente a queda do veículo da família no Rio Paraná. O episódio resultou nas mortes por afogamento de sua companheira, Iria Djanira Roman Costa Talaska, e da filha do casal, Maria Laura, de apenas três anos. Com o fechamento do inquérito nesta sexta-feira (15), o homem foi indiciado pelos crimes de feminicídio e vicaricídio.

De acordo com a delegada Iasmin Gregório, evidências técnicas e testemunhais descartaram a hipótese de acidente. Perícias no automóvel não apontaram falhas mecânicas que impedissem a frenagem, e imagens de câmeras de segurança mostraram que o condutor seguiu um trajeto direto até o rio por oito minutos, sem demonstrar desorientação. A polícia também destacou a conduta de Márcio após a queda: ele teria saído nadando do carro com facilidade e demorado a solicitar socorro, sem realizar tentativas visíveis de salvar a criança e a esposa.

A motivação do crime teria sido um desentendimento ocorrido durante uma reunião familiar momentos antes do ocorrido. O conflito teria começado após a esposa escolher uma música que tratava de infidelidade, gerando um clima de hostilidade. Inicialmente, o suspeito afirmou em depoimento que a mulher estava ao volante e teria se perdido, mas as imagens de monitoramento desmentiram a versão, confirmando que ele era quem dirigia o carro. O caso agora segue para análise do Ministério Público do Paraná.

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