PF aponta repasses milionários de refinaria para ex-número 2 da Casa Civil
Investigação da PF aponta repasses de mais de R$ 1,3 milhão via empresa de fachada para Jonathas Castro, ex-secretário-executivo da Casa Civil.
Polícia Federal investiga movimentações de R$ 1,3 milhão enviadas pela refinaria Refit a Jonathas Castro, ex-secretário-executivo da Casa Civil no governo anterior.
Investigações da Polícia Federal indicam que Jonathas Assunção Salvador Nery Castro, ex-secretário-executivo da Casa Civil durante o governo Bolsonaro, teria recebido repasses que somam R$ 1,32 milhão de empresas ligadas à Refit. Os pagamentos, realizados em março de 2025, foram identificados no âmbito da Operação Sem Refino, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O montante teria sido destinado à Sary Consultoria e Participações, empresa da qual Jonathas é o único proprietário.
De acordo com o relatório policial, os depósitos foram efetuados pela própria Refit e por outras três companhias que compõem o grupo econômico do empresário Ricardo Magro: Roar Inovação, Fera Lubrificantes e Flagler. A análise bancária revelou que, após a entrada dos valores nas contas da consultoria, o dinheiro era transferido quase imediatamente para as contas pessoais de Jonathas. Essa dinâmica reforça a tese dos investigadores de que a firma funcionava apenas como um intermediário financeiro.
A Polícia Federal descreveu a Sary Consultoria como uma "empresa de passagem", uma vez que a estrutura societária não apresentava gastos típicos de uma operação legítima, como pagamento de salários a funcionários ou manutenção de sede administrativa condizente. A movimentação atípica chamou a atenção das autoridades por ocorrer em um curto intervalo de tempo e envolver figuras que ocuparam cargos estratégicos na administração pública federal, especificamente como braço direito do ex-ministro Ciro Nogueira.






