Hospital Gedor Silveira inicia demissão em massa após fechamento judicial em Minas Gerais
Com dívida de R$ 3 milhões em rescisões, instituição de 60 anos busca acordo com prefeitura para quitar débitos trabalhistas.

Após determinação judicial para o encerramento das atividades, o Hospital Gedor Silveira, em Minas Gerais, inicia a demissão de mais de cem colaboradores. A instituição busca apoio da prefeitura para quitar as rescisões trabalhistas.
Situada em São Sebastião do Paraíso, a fundação responsável pelo Hospital Gedor Silveira deu início ao desligamento em massa de seu quadro de colaboradores. A medida ocorre em conformidade com uma determinação da Justiça Federal que culminou na desativação da unidade de saúde. Ao todo, 109 profissionais já foram notificados e cumprem aviso prévio, incluindo funcionários com três décadas de serviços prestados. Outro grupo, composto por empregados com estabilidade legal, como gestantes e integrantes da CIPA, ainda aguarda definições jurídicas sobre seus casos.
O encerramento das atividades coloca fim a uma trajetória de seis décadas daquela que já foi a maior instituição psiquiátrica de Minas Gerais, referenciando mais de 150 cidades da região. O processo de desmobilização começou a se acentuar em março, quando novas internações pelo SUS foram proibidas, levando à liberação do último paciente no final de abril. Sem novos ingressos e enfrentando uma crise financeira que já se arrastava, o hospital viu seu déficit operacional acumulado superar a marca de R$ 1 milhão nos meses recentes.
Agora, o principal desafio da administração é arcar com os custos das rescisões contratuais, estimados em R$ 3 milhões. Sem caixa suficiente para as obrigações trabalhistas, a fundação negocia uma saída com a prefeitura local. A proposta envolve a entrega dos imóveis onde funcionavam o setor assistencial e administrativo em troca de terrenos municipais. Essa permuta permitiria à instituição obter ativos de maior liquidez para quitar as dívidas com os trabalhadores demitidos.






