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Israel confirma morte de Mohammed Odeh, comandante da ala militar e inteligência do Hamas

Mohammed Odeh, apontado como um dos arquitetos dos ataques de 7 de outubro, foi neutralizado em operação direcionada na Faixa de Gaza.

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Redação 360 Notícia
27 de maio de 2026 às 06:003 min
Israel confirma morte de Mohammed Odeh, comandante da ala militar e inteligência do Hamas
Foto: Reprodução
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Israel anuncia a eliminação de Mohammed Odeh, chefe da inteligência e novo líder da ala militar do Hamas em Gaza. Apontado como um dos arquitetos do ataque de 7 de outubro, sua morte representa um duro golpe na estrutura de comando do grupo extremista durante o conflito.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram, nesta quarta-feira (27), a neutralização de Mohammed Odeh, figura central na hierarquia do grupo extremista Hamas. Segundo o comando militar israelense, Odeh ocupava o posto de chefe do Quartel-General de Inteligência e havia assumido recentemente a liderança da ala militar da organização na Faixa de Gaza. O bombardeio estratégico que resultou na morte do comandante ocorreu na última terça-feira (26) e marca um dos golpes mais significativos contra a estrutura de comando do grupo desde o início da atual escalada de violência na região. O ministro da Defesa, Israel Katz, utilizou canais oficiais para ratificar o sucesso da operação, descrevendo-a como um passo crucial para a desarticulação das capacidades táticas do Hamas.

A ascensão de Mohammed Odeh à liderança das Brigadas Ezzdine al-Qassam, o braço armado do Hamas, foi meteórica e decorrente da fragmentação do alto escalão do grupo provocada pelos ataques coordenados das forças israelenses. Ele havia assumido a função de comandante máximo há apenas quinze dias, substituindo Izz al-Din al-Haddad, que também foi morto em uma operação anterior. Para os serviços de inteligência de Israel, Odeh era considerado um dos últimos grandes estrategistas sobreviventes que possuíam vínculo direto com o planejamento intelectual e logístico das incursões realizadas em território israelense no dia 7 de outubro, evento que desencadeou a resposta militar de larga escala que o mundo acompanha atualmente.

A importância de Odeh dentro do Hamas transcendia a mera liderança militar simbólica. Como veterano da inteligência do grupo, ele foi apontado por Tel Aviv como o principal arquiteto do mapeamento de vulnerabilidades nas fronteiras, coordenando a infiltração de combatentes e a definição de alvos específicos durante o massacre do ano passado. Durante os meses de conflito, ele não se manteve apenas na retaguarda estratégica; documentos coletados por Israel indicam que o comandante gerenciava ativamente as operações de campo, orientando o modo como as células de resistência enfrentavam o avanço das tropas terrestres israelenses e direcionando novos ataques contra as forças militares e assentamentos civis.

Para o público brasileiro e a comunidade internacional, o anúncio desta eliminação ressalta a complexidade de um cenário onde cessar-fogos raras vezes resultam em uma interrupção total das hostilidades contra alvos considerados de "alto valor". Embora existissem protocolos de negociação e expectativas de trégua, Israel mantém a postura de que a perseguição aos líderes envolvidos no 7 de outubro é uma questão de segurança nacional não negociável. Essa dinâmica gera um efeito cascata na região: ao mesmo tempo em que Israel celebra a degradação do comando do Hamas, o risco de retaliações aumenta, e a sucessão de comando dentro do grupo palestino torna-se cada vez mais instável, com líderes emergindo sob as sombras das operações de inteligência.

O impacto político da operação também fortalece internamente o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que enfrenta pressões domésticas constantes pela entrega do que chama de "vitória total". Ao confirmar a morte de um chefe de inteligência de tal magnitude, o governo sinaliza aos seus eleitores e ao mundo que as redes de espionagem do Hamas foram comprometidas. Por outro lado, o silêncio do Hamas até o momento pode indicar um processo de reorganização interna ou o preparo de uma resposta militar. No curto prazo, espera-se que as operações em Gaza continuem focadas na localização de túneis e de outros nomes que constam na lista de procurados, enquanto a situação humanitária nos escombros, como em Deir al-Balah, permanece gravíssima e sob o olhar atento de observadores internacionais.

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