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Israel anuncia a morte de líder financeiro e alto comando do Hamas em nova ofensiva em Gaza

Operação em Khan Yunis atinge líderes financeiros e de inteligência do grupo, visando paralisar o fluxo de milhões de dólares para operações militares.

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Redação 360 Notícia
28 de maio de 2026 às 08:003 min
Israel anuncia a morte de líder financeiro e alto comando do Hamas em nova ofensiva em Gaza
Foto: Reprodução
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As forças israelenses intensificam ataques cirúrgicos em Gaza, eliminando o gestor financeiro do Hamas e comandantes de inteligência. A operação em Khan Yunis visa asfixiar o financiamento e a produção de armas do grupo, mesmo sob um cessar-fogo frágil e questionado.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram nesta quinta-feira (28) a eliminação de figuras estratégicas na estrutura de comando do Hamas, intensificando a pressão sobre as capacidades logísticas e financeiras do grupo na Faixa de Gaza. O principal alvo da operação foi Ihab Khrizim, identificado pela inteligência israelense como o líder da rede central de transferência de fundos do grupo militante. Khrizim foi localizado e morto em um ataque aéreo direcionado em Khan Yunis, cidade situada ao sul do enclave que tem sido palco de intensos confrontos nos últimos meses. Segundo as autoridades militares, o papel de Khrizim era vital para a sustentação das operações em solo, pois ele gerenciava o fluxo de milhões de dólares destinados diretamente ao braço armado da organização.

A ofensiva israelense ocorre em um momento de extrema tensão e complexidade geopolítica, marcado por uma trégua fragilizada. Embora houvesse expectativas de um cessar-fogo duradouro desde outubro, as operações de "precisão" de Israel continuam a atingir o que o exército chama de "centros nevrálgicos" do Hamas. De acordo com o comunicado oficial, a morte de Khrizim interrompe uma cadeia de financiamento que permitia ao grupo arquitetar ataques iminentes tanto contra os militares israelenses que operam na região quanto contra alvos civis dentro do território de Israel. Além dele, as IDF anunciaram a morte de Mohammed al-Habash, oficial de alta patente que comandava uma unidade dentro do quartel-general de produção de armamentos do Hamas, sinalizando uma tentativa deliberada de asfixiar não apenas o dinheiro, mas a fabricação de material bélico no enclave.

Este movimento faz parte de uma sequência de golpes severos contra a liderança do Hamas em território palestino. Apenas um dia antes, na quarta-feira (27), o comando militar de Israel já havia reportado a execução de Mohammed Odeh. Odeh era uma peça-chave no tabuleiro de inteligência do grupo e tinha sido recentemente promovido ao cargo de líder da ala militar, após baixas anteriores em sua estrutura de comando. O histórico recente mostra que Israel tem priorizado a eliminação de oficiais de inteligência e gestores financeiros, sob a premissa de que a desarticulação da mente estratégica e dos recursos monetários é mais eficaz a longo prazo do que apenas o confronto direto entre fileiras de combatentes.

Para o observador brasileiro e para a comunidade internacional, esses eventos ressaltam a profunda dificuldade de se estabelecer uma paz duradoura no Oriente Médio. O uso de drones e inteligência de sinais para localizar líderes em áreas densamente povoadas como Khan Yunis demonstra a sofisticação da vigilância israelense, mas também levanta debates sobre os riscos às populações locais e a continuidade da instabilidade humanitária. A morte de chefes financeiros, em particular, é vista por analistas como um método para causar uma "paralisia operacional", impedindo que combatentes recebam pagamentos ou que novas armas sejam contrabandeadas ou compradas no mercado paralelo, embora o Hamas historicamente tenha demonstrado resiliência ao substituir lideranças rapidamente.

O cenário para os próximos meses permanece incerto. Com a eliminação sucessiva de nomes do alto escalão, espera-se que o Hamas tente reorganizar suas linhas de suprimento e comunicação, enquanto Israel deve manter a estratégia de incursões cirúrgicas para evitar uma escalada que leve a uma nova guerra total de grande escala. A eficácia desse "apagão financeiro" provocado pela morte de Khrizim será testada à medida que a assistência humanitária e as fronteiras continuarem sob rigorosa supervisão. No momento, o foco das atenções volta-se para a reação do braço político do Hamas no exterior e para os esforços diplomáticos que tentam mediar uma solução que impeça o reinício dos bombardeios massivos, em meio a um território já devastado pela persistência do conflito.

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