Homem é preso em Manaus após confessar assassinato de pai militar para roubar armas
Suspeito confessou ter assassinado o pai, um PM aposentado desaparecido desde 2019, para roubar armas e trocá-las por entorpecentes

A Polícia Civil de Manaus prendeu Gabriel Maciel pelo assassinato do pai, um PM aposentado desaparecido desde 2019. O crime foi motivado pelo furto de armas para compra de drogas.
A Polícia Civil do Amazonas revelou detalhes sobre o assassinato de José Moura Maciel, policial militar aposentado que estava desaparecido desde novembro de 2019. O filho da vítima, Gabriel Maciel, de 33 anos, foi detido no último sábado após confessar o crime. Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o suspeito planejou a morte do pai com o intuito de roubar duas armas de fogo, que seriam utilizadas para sustentar o seu vício em entorpecentes.
O corpo do ex-policial foi localizado dentro de uma cisterna em uma residência abandonada no bairro Nova Esperança, em Manaus. A operação de resgate contou com o apoio do Corpo de Bombeiros e durou cerca de dez horas até que os restos mortais fossem encontrados. De acordo com o delegado Ricardo Cunha, a vítima foi enterrada de cabeça para baixo e enrolada em uma rede, em uma cena descrita pelas autoridades como de extrema crueldade.
A investigação aponta que Gabriel estava sob efeito de drogas no momento da execução e a principal suspeita é que a morte tenha ocorrido por enforcamento, embora o laudo oficial do IML ainda seja aguardado. O caso teve uma reviravolta quando a ex-mulher de José encontrou o enteado na rua e ele admitiu a autoria do homicídio. Agora, a polícia busca identificar se houve a colaboração de terceiros na ocultação do cadáver ou no planejamento do assassinato.
José Moura Maciel integrava a reserva remunerada da PM e teve seus pagamentos interrompidos logo após o crime, em 2019. O acusado já passou por audiência de custódia e teve sua prisão convertida em preventiva pela Justiça amazonense. Ele responderá pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, enquanto o inquérito policial segue em andamento para esclarecer todos os pontos da dinâmica do crime.






