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Shoppings no Brás são interditados em megaoperação contra produtos falsificados

Operação Desvio de Rota fiscaliza 2 mil lojas e mira prejuízo de R$ 300 milhões ao mercado ilegal de itens esportivos.

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Redação 360 Notícia
18 de maio de 2026 às 23:002 min
Shoppings no Brás são interditados em megaoperação contra produtos falsificados
Foto: Reprodução
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Receita Federal interdita shoppings 25 Brás e Stunt em São Paulo para combater pirataria. Ação foca em uniformes de futebol e projeta apreensão de R$ 300 milhões.

Uma grande operação da Receita Federal, denominada "Desvio de Rota", resultou na interdição de dois importantes centros de compras na região do Brás, em São Paulo, desde o início desta semana. Os shoppings 25 Brás e Stunt devem permanecer com as portas fechadas por pelo menos 15 dias, período necessário para que os auditores fiscais realizem a conferência de estoque em mais de duas mil lojas. O foco principal da ação é o combate à venda de produtos piratas, contrabandeados ou sem a devida documentação fiscal.

Com a proximidade da Copa do Mundo, a fiscalização priorizou a identificação de réplicas de uniformes da Seleção Brasileira e de clubes de futebol. Além de artigos esportivos, as equipes apreenderam calçados, perfumes e itens proibidos, como cigarros eletrônicos. A Receita estima que o valor total das mercadorias irregulares retiradas de circulação nesta força-tarefa possa alcançar a marca de R$ 300 milhões, reforçando o combate à concorrência desleal e à sonegação de tributos.

Cerca de 95 servidores atuaram no primeiro dia da ofensiva, que transcorreu sem prisões ou incidentes graves. O órgão destaca que o comércio de itens falsificados muitas vezes mascara crimes mais graves, como lavagem de dinheiro e exploração de trabalho escravo. Lojistas que comprovarem a origem legal de seus produtos por meio de notas fiscais válidas terão a mercadoria liberada, enquanto o restante será confiscado definitivamente pela União.

Em nota, a Associação de Lojistas do Brás (Alobrás) manifestou apoio à iniciativa, ressaltando que a pirataria prejudica os fabricantes nacionais. A entidade esclareceu que os estabelecimentos alvos da operação não são seus associados e que defende a prática de uma competição justa no mercado de moda. Enquanto os trabalhos continuam, os funcionários dos shoppings permanecem impossibilitados de acessar os postos de trabalho até a conclusão da triagem.

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