Crise no fornecimento de insumos médicos obriga pacientes a improvisos em Sumaré
Pacientes de Sumaré improvisam esterilização de materiais para sobreviver diante da falta de assistência municipal e atrasos em decisões judiciais.

Moradores de Sumaré denunciam a falta de sondas e dietas especiais na rede pública, forçando pacientes a improvisar métodos de esterilização. A prefeitura descumpre ordens judiciais e alega problemas em licitações.
Pacientes que dependem da rede pública de saúde em Sumaré, no interior de São Paulo, enfrentam uma grave crise devido à escassez de materiais básicos e dietas especiais. O problema persiste mesmo para moradores que possuem decisões judiciais favoráveis, obrigando diversas famílias a realizarem procedimentos improvisados e arriscados para manter os tratamentos em dia. A justificativa recorrente da administração municipal é que os itens necessários estão em processo de licitação.
Um dos casos mais alarmantes é o do aposentado William Meira dos Santos, que convive com a paraplegia há uma década. Sem receber as sondas descartáveis do município e sem recursos para adquiri-las, ele recorre à fervura e esterilização caseira dos dispositivos para reutilizá-los. Além do risco de infecções, William aguarda o cumprimento de uma ordem judicial para a substituição de uma bomba de medicação medular, procedimento que deveria ter ocorrido em abril, mas segue pendente, limitando sua mobilidade e segurança.
A carência de insumos também atinge quem necessita de nutrição enteral. Familiares de pacientes com doenças degenerativas relatam que o fornecimento de dietas líquidas está interrompido há meses. Sem o suporte da prefeitura, os cuidadores dependem de doações ou de auxílio de terceiros para custear alimentos que chegam a R$ 3 mil mensais. Em resposta, o governo local admitiu as falhas no abastecimento e prometeu normalizar a entrega de mantimentos e materiais nos próximos dias, alegando que intervenções cirúrgicas complexas estão sendo tratadas como prioridade.





