Política

Governo anula taxa sobre compras internacionais após pressão popular e reveses políticos

Recuo estratégico ocorre após pesquisas indicarem 70% de desaprovação popular e sucessivas derrotas no Legislativo.

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Redação 360 Notícia
18 de maio de 2026 às 02:002 min
Governo anula taxa sobre compras internacionais após pressão popular e reveses políticos
Foto: Reprodução
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O governo federal suspendeu a cobrança de 20% em compras internacionais de até US$ 50 após pesquisas apontarem alta desaprovação popular. A medida é vista como tentativa de reverter desgastes políticos antes das eleições.

O Palácio do Planalto oficializou a suspensão do imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, medida que ficou popularmente conhecida como "taxa das blusinhas". A decisão, viabilizada por meio de uma Medida Provisória, ocorre em um momento em que a gestão Lula busca recuperar capital político após uma sequência de derrotas legislativas no Congresso Nacional. Dados internos do governo revelaram que a taxação sofria rejeição de cerca de 70% da população, fator considerado decisivo para o recuo estratégico.

A vigência da isenção deve se estender até o mês de setembro, coincidindo com o período que antecede as eleições municipais. Parlamentares da oposição e membros do Centrão interpretam a iniciativa como uma manobra eleitoreira, alegando que o governo busca reduzir danos à sua imagem pública ao transferir para o Legislativo a responsabilidade de manter ou derrubar o benefício. O debate promete ser acirrado nas comissões mistas, onde críticos devem acusar o governo de oportunismo, enquanto aliados defenderão o alívio financeiro para o consumidor.

A discussão também reacendeu debates sobre a competitividade da indústria nacional. Enquanto representantes governistas lembram que a taxação inicial teve apoio de grandes empresários do varejo, setores da oposição propõem agora que produtos fabricados no Brasil também recebam isenção tributária para garantir igualdade de condições. No entanto, o governo sinaliza resistência a essa ampliação de benefícios, argumentando que a medida comprometeria as metas fiscais vigentes e o equilíbrio das contas públicas.

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