China projeta aumento na importação de produtos agrícolas dos EUA após cúpula diplomática
Pequim sinaliza compra de US$ 17 bilhões anuais em carnes e grãos a partir de 2026 para aliviar tensões comerciais.

A China planeja investir US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas dos EUA entre 2026 e 2028. O acordo visa retomar o fluxo de carnes e soja, severamente afetado por disputas comerciais anteriores.
O governo dos Estados Unidos anunciou que a China se comprometeu a ampliar significativamente a importação de itens agrícolas norte-americanos, como carnes bovina e de aves. Segundo informações divulgadas pela Casa Branca no último domingo (17), Pequim planeja adquirir o equivalente a US$ 17 bilhões anuais a partir de 2026, mantendo esse patamar de investimentos em 2027 e 2028. A medida faz parte de um esforço diplomático para recuperar mercados perdidos e aliviar a pressão sobre os produtores rurais americanos após os impactos da recente guerra comercial.
O acordo sinaliza a reabertura do mercado chinês para centenas de frigoríficos dos EUA, cujas licenças haviam expirado durante o período de tensões tarifárias. Além das proteínas animais, a China reforçou a intenção de cumprir metas de compra de soja, setor que sofreu fortes baixas nos últimos anos. Enquanto as negociações avançam, o país asiático também busca contrapartidas de Washington para facilitar a exportação de seus próprios produtos, como frutos do mar e itens lácteos, indicando uma tentativa de redução mútua de barreiras não tarifárias.
Apesar do otimismo da Casa Branca, o mercado financeiro mantém cautela devido à escassez de detalhes técnicos e à falta de uma confirmação oficial imediata por parte de Pequim sobre os termos exatos. Nos últimos anos, a China diversificou seus fornecedores para garantir segurança alimentar, aumentando a dependência de países como o Brasil e a Argentina. Para os agricultores dos EUA, o novo compromisso representa um alento em um cenário de custos crescentes de fertilizantes e instabilidades logísticas globais.






