Setor agrícola do RS entra em layoff e afasta mais de 1,2 mil metalúrgicos
Crise no setor de máquinas agrícolas atinge cidades como Horizontina e Santa Rosa; medida tenta evitar demissões em massa.

Indústrias de máquinas agrícolas no Rio Grande do Sul suspendem contratos de mais de 1,2 mil metalúrgicos devido à queda de 40% nas vendas de colheitadeiras.
A crise no setor de maquinário agrícola resultou no afastamento temporário de aproximadamente 1.220 funcionários de metalúrgicas localizadas no Noroeste do Rio Grande do Sul. Através da modalidade de layoff, indústrias das cidades de Horizontina, Santa Rosa e Panambi suspenderam os contratos de trabalho para adequar a produção à baixa demanda de mercado. A maior parte dos atingidos está em Horizontina, onde 800 operários já cumprem a medida desde o mês de abril.
O mecanismo jurídico permite que o vínculo trabalhista seja mantido por até cinco meses, período em que o empregado deve realizar cursos de aprimoramento profissional. O rendimento financeiro do trabalhador é garantido por uma composição entre recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e uma complementação paga pela própria empresa. O objetivo central da estratégia é evitar demissões em massa e preservar a mão de obra qualificada durante momentos de instabilidade financeira.
O principal fator para a paralisação das atividades é a retração nas vendas de colheitadeiras, que apresentaram uma queda de 40% no início deste ano. Segundo representantes da indústria, as altas taxas de juros e a menor rentabilidade dos produtores rurais desestimularam as compras no mercado nacional. Enquanto a John Deere e a AGCO justificam as suspensões como necessárias para alinhar o volume fabril à demanda, sindicatos expressam preocupação com a segurança dos empregos a longo prazo, dado que o setor já enfrentou medidas semelhantes anteriormente.



