Tensão geopolítica impulsiona petróleo acima de US$ 111 e pressiona bolsas mundiais
Barril do tipo Brent sobe quase 2% após declarações de Trump sobre o Irã; bolsas mundiais operam em queda diante de riscos inflacionários.

A cotação do barril de petróleo ultrapassou US$ 111 nesta segunda-feira sob o peso de novas ameaças dos EUA ao Irã e incertezas no Estreito de Ormuz. O avanço da commodity gera temores inflacionários e provoca quedas nas bolsas de valores globais.
O mercado global de energia opera em forte volatilidade nesta segunda-feira (18), com o barril do petróleo tipo Brent superando a marca de US$ 111 após declarações ríspidas da Casa Branca contra o governo iraniano. O presidente Donald Trump alertou que o prazo para Teerã está se esgotando, intensificando a apreensão sobre o impasse diplomático e militar. Atualmente, a commodity acumula uma valorização expressiva desde o início do conflito na região, saindo do patamar de US$ 70 registrado em fevereiro para os atuais US$ 111,31.
A tensão geopolítica foi agravada por publicações de Trump em redes sociais, que sugeriram medidas drásticas contra o Irã após consultas ao governo de Israel. Esse cenário é complementado pelo bloqueio marítimo a portos iranianos e pelo fechamento do essencial Estreito de Ormuz, dificultando o escoamento global de petróleo. Além disso, um recente ataque com drone a instalações nucleares nos Emirados Árabes Unidos e a ausência de progressos concretos após a cúpula entre EUA e China mantêm os investidores em estado de alerta.
O impacto da alta nos combustíveis refletiu negativamente nos mercados de ações ao redor do mundo. As bolsas asiáticas, incluindo os índices de Tóquio e Hong Kong, fecharam em queda, enquanto os contratos futuros em Nova York indicam novas perdas para os indicadores americanos. A conjuntura eleva o temor de uma aceleração inflacionária global, pressionando também o rendimento dos títulos públicos em diversos países, como Estados Unidos e Japão.



