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Mergulhadores finlandeses auxiliam no resgate de corpos em tragédia nas Maldivas

Reforço internacional chega após morte de sargento local; cinco italianos morreram em caverna submarina de difícil acesso.

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Redação 360 Notícia
18 de maio de 2026 às 05:002 min
Mergulhadores finlandeses auxiliam no resgate de corpos em tragédia nas Maldivas
Foto: Reprodução
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Especialistas em cavernas subaquáticas da Finlândia reforçam as buscas pelas vítimas italianas nas Maldivas após acidente fatal que também vitimou um socorrista local.

Especialistas finlandeses em mergulho de caverna chegaram às Maldivas nesta segunda-feira (18) para reforçar a operação de resgate dos corpos de quatro italianos desaparecidos. O grupo de turistas e instrutores faleceu na última quinta-feira durante uma exploração subaquática no Atol de Vaavu, em um incidente que já é considerado o mais grave da história do mergulho no arquipélago. Até o momento, apenas um dos cinco corpos foi localizado e retirado do mar.

As buscas enfrentam obstáculos extremos devido à localização das vítimas: uma caverna submarina situada a aproximadamente 50 metros de profundidade, marca que excede os limites de segurança para a modalidade amadora. A complexidade do ambiente, que conta com correntes fortes e visibilidade reduzida, é agravada por condições climáticas desfavoráveis que atingem a região. O governo local descreve a área como um local de alto risco, raramente explorado mesmo por profissionais treinados para salvamentos.

A gravidade da situação foi confirmada no último sábado, quando o sargento-mor Mohamed Mahudhee, da Força de Defesa Nacional das Maldivas, morreu vítima de descompressão durante os trabalhos de busca. Após essa perda, as operações foram momentaneamente paralisadas para reavaliação logística, sendo retomadas agora com o suporte técnico dos finlandeses da rede DAN Europe. Os especialistas estrangeiros trazem equipamentos avançados para tentar acessar zonas onde a pressão e a profundidade impedem o mergulho convencional.

As vítimas italianas, identificadas como pesquisadores e instrutores experientes, foram surpreendidas por um alerta de mau tempo enquanto mergulhavam perto da ilha de Alimatha. Dados oficiais apontam que a região, embora turística, possui histórico de perigo, com mais de uma centena de mortes de estrangeiros em acidentes marítimos nos últimos seis anos. Agora, as autoridades focam na extração segura dos remanescentes, enquanto famílias recebem suporte diplomático da Itália e do Sri Lanka.

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