Política

Maioria da população rejeita redução de penas para condenados por atos golpistas, diz Quaest

Levantamento indica que 52% dos brasileiros rejeitam o abrandamento das sentenças; para 54%, medida visa favorecer o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Redação 360 Notícia
18 de maio de 2026 às 01:002 min
Maioria da população rejeita redução de penas para condenados por atos golpistas, diz Quaest
Foto: Reprodução
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Pesquisa Quaest revela que 52% dos brasileiros se opõem ao afrouxamento das penas para os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro. Levantamento indica ainda que a maioria vê a nova lei como um benefício direcionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Uma pesquisa recente do instituto Quaest aponta que a maioria da população brasileira discorda da flexibilização das punições para os condenados pelos ataques de 8 de janeiro. De acordo com os dados apresentados neste domingo, 52% dos cidadãos se posicionam contrários à redução das penas, enquanto 39% são favoráveis à medida. O levantamento também revelou que, entre os eleitores que se consideram independentes, o índice de rejeição ao abrandamento das sentenças sobe para 58%.

A percepção pública sobre as motivações políticas da nova legislação também foi avaliada. Para 54% dos entrevistados, a aprovação do projeto de Lei da Dosimetria teve como objetivo principal beneficiar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro. Outros 34% acreditam que a norma visa atingir todos os envolvidos de forma igualitária. A resistência à nova lei é mais acentuada em setores ideológicos de esquerda, ao passo que a base de apoio bolsonarista apresenta os menores índices de oposição à medida.

A polêmica em torno do tema ganhou força após o Congresso Nacional derrubar o veto do presidente Lula ao texto, que impede a acumulação de penas para crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Com a promulgação da lei, estima-se que pelo menos 190 pessoas possam ter suas sanções revistas. No entanto, o benefício não será imediato, dependendo de solicitações jurídicas específicas e de uma reavaliação dos cálculos penais por parte do Supremo Tribunal Federal.

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