Hugo Motta afirma que CPI do Banco Master seguirá normas regimentais da Câmara
Presidente da Câmara indica respeito à ordem cronológica de pedidos, enquanto bastidores apontam falta de interesse político na investigação.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o pedido de CPI do Banco Master seguirá o regimento interno, sinalizando que a fila cronológica de comissões deve ser respeitada. Apesar das assinaturas coletadas, o cenário político sugere dificuldades para a instalação do colegiado.
O atual presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que a solicitação para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar o Banco Master seguirá estritamente as normas internas da Casa. Durante um evento esportivo na capital federal neste domingo, o parlamentar ressaltou que a condução do processo será balizada pelo regimento, sem detalhar prazos específicos para uma decisão definitiva sobre o tema.
Na prática, a sinalização do deputado sugere o respeito à fila de espera das comissões. Atualmente, existem pelo menos 15 pedidos de investigação protocolados antes do caso envolvendo a instituição financeira, o que exigiria uma análise cronológica por parte da presidência. Embora o requerimento do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) já conte com o número necessário de assinaturas desde o início de fevereiro, a formalização depende exclusivamente do despacho de Motta, que enfrenta outras pressões políticas no Legislativo.
Apesar da movimentação de diversas frentes partidárias, que incluem pedidos de CPIs no Senado e de Comissões Mistas (CPMI) no Congresso, o cenário para a instalação efetiva é incerto. Nos bastidores, parlamentares admitem que o calendário apertado devido ao ano eleitoral e a falta de consenso entre as lideranças dificultam o avanço das investigações. Há também um receio generalizado sobre o alcance de uma apuração dessa magnitude, o que contribui para o atual impasse político em torno do tema.
A resistência não se limita à Câmara; no Senado, a situação também é de espera. Recentemente, houve questionamentos judiciais no Supremo Tribunal Federal para tentar forçar a criação da comissão, após o presidente do Senado não efetivar a instalação em sessões anteriores. Enquanto governistas e oposição trocam acusações sobre possíveis acordos para barrar a investigação, o futuro das apurações sobre o Banco Master permanece vinculado às prioridades da pauta congressista.






