Governo acelera testes para elevar mistura de biodiesel no diesel para 16% até dezembro
O objetivo é chegar à mistura B16; avaliações técnicas com aporte bilionário começam em maio para garantir a segurança dos motores.

O Governo Federal planeja elevar o percentual de biodiesel no diesel para 16% ainda este ano. Testes técnicos começam neste mês para garantir a segurança dos motores.
O Governo Federal intensificou as articulações para elevar a participação do biodiesel no óleo diesel comercializado no Brasil, visando atingir o patamar de 16% (B16) ainda em 2024. Atualmente, o índice obrigatório de mistura está fixado em 15%. Para viabilizar a mudança, uma série de avaliações técnicas terá início este mês, com o objetivo de garantir que o novo percentual não comprometa o funcionamento mecânico da frota nacional de veículos movidos a diesel.
O cronograma de ensaios laboratoriais será financiado por um montante de aproximadamente R$ 30 bilhões provenientes do Fundo Nacional de Ciência e Tecnologia (FNDCT), somados a investimentos do setor privado. A estrutura de análise envolve mais de 20 laboratórios e bancadas de ensaio especializados em identificar possíveis falhas hidráulicas ou desgastes excessivos nos motores. A aprovação final depende de um parecer favorável do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), condicionado aos resultados desses testes.
A iniciativa recebeu um impulso político significativo após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defender publicamente a liderança brasileira na produção de combustíveis renováveis. A estratégia está alinhada à Lei do Combustível do Futuro, que prevê uma progressão anual de um ponto percentual na mistura, com a meta de alcançar 20% de biodiesel até o ano de 2030. Técnicos do setor indicam que, se a capacidade operacional for otimizada, o veredito sobre a viabilidade técnica pode ocorrer antes do prazo estimado.
Além do biodiesel, o cenário energético brasileiro também contempla a ampliação do etanol anidro na gasolina para 32%. No caso do álcool, as avaliações de segurança técnica já foram concluídas, restando apenas a deliberação administrativa do CNPE para a implementação. O governo enxerga nessas medidas uma oportunidade de fortalecer a transição energética e diminuir a dependência de combustíveis fósseis importados.






