Economia

Fintech investigada no DF é suspeita de sumir com R$ 335 milhões de investidores

Polícia Civil investiga Naskar Gestão de Ativos após investidores relatarem bloqueio de saques e queda de plataforma; prejuízo pode chegar a R$ 850 milhões.

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Redação Automática
8 de maio de 2026 às 22:002 min
Fintech investigada no DF é suspeita de sumir com R$ 335 milhões de investidores
Foto: Reprodução
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A Polícia Civil do DF investiga a fintech Naskar após clientes relatarem o bloqueio de saques e a queda do aplicativo da empresa. Estima-se que os prejuízos superem R$ 335 milhões, afetando milhares de investidores.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deu início a uma investigação sobre as atividades da Naskar Gestão de Ativos após uma série de denúncias de investidores que não conseguem reaver seus recursos. Relatos indicam que a plataforma digital da empresa está fora do ar e os canais de atendimento foram suspensos, deixando milhares de clientes sem informações. Estima-se que o montante envolvido nas irregularidades possa ultrapassar R$ 335 milhões em prejuízos imediatos, embora o alcance total da operação possa chegar a R$ 850 milhões.

As queixas começaram a se acumular nesta semana, quando pagamentos programados não foram efetuados e o aplicativo de gestão financeira tornou-se inacessível. Entre os afetados estão empresas de consultoria e grupos de investimento que intermediavam os contratos. Uma das companhias prejudicadas reportou que mais de 1.200 pessoas ligadas à sua base foram atingidas, caracterizando o episódio como uma quebra de confiança sem precedentes na história da parceria com a fintech.

Vítimas individuais também registraram boletins de ocorrência detalhando perdas de economias de uma vida inteira. Em plataformas de reclamação pública, usuários de diversas regiões do Brasil relatam o "desaparecimento" de saldos de um dia para o outro. A ausência de um posicionamento claro por parte dos gestores da Naskar motivou a entrada de ações judiciais com pedidos de bloqueio de bens para tentar garantir o ressarcimento dos valores aplicados.

Em nota oficial, a Naskar Gestão de Ativos declarou que detectou falhas em seus bancos de dados e que uma auditoria interna está em curso para validar as informações. A empresa alegou que suas equipes técnicas trabalham para normalizar o sistema, mas não forneceu um prazo para a regularização dos pagamentos ou para o restabelecimento do acesso aos ativos. A PCDF segue apurando se o caso configura crime financeiro ou estelionato.

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