Galípolo avalia que irregularidades no Banco Master não afetaram estabilidade econômica
Presidente do Banco Central afirma que porte reduzido da instituição impedia risco sistêmico, mas destaca gravidade no desvio de recursos.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o Banco Master não apresentava riscos sistêmicos devido ao seu porte reduzido. Ele destacou, contudo, que as fraudes envolvendo o uso dos recursos da instituição são o ponto central da gravidade do caso.
Em depoimento prestado à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado nesta terça-feira, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, detalhou as circunstâncias que envolveram a intervenção no Banco Master ocorrida no final do ano passado. Segundo o dirigente, a instituição financeira possuía um tamanho reduzido dentro da estrutura bancária nacional, representando menos de 0,5% do patrimônio total do setor, o que descartava qualquer ameaça à estabilidade do sistema financeiro brasileiro.
Apesar de classificar o banco como pertencente a uma espécie de "terceira divisão" do mercado, Galípolo ressaltou que a gravidade do caso reside na destinação dada aos recursos e nos indícios de ilegalidades. A autoridade monetária optou pela liquidação da entidade em novembro, após a identificação de irregularidades graves, incluindo a comercialização de títulos de crédito sem validade legal, o que resultou na prisão do proprietário da instituição, Daniel Vorcaro.
Durante a audiência, o chefe do BC explicou que o foco das investigações não está no volume de dívidas ou no passivo da empresa, mas sim nas movimentações atípicas e no uso de capital proveniente de fraudes. O esclarecimento serviu para tranquilizar os parlamentares sobre a segurança do sistema bancário, reforçando que o Master era pequeno demais para causar um efeito dominó na economia do país.





