EUA sinalizam falta de pressa para renovar trégua comercial com a China
Secretário do Tesouro indica postura cautelosa sobre validade de acordo tarifário que vence em novembro.

O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que os EUA não possuem urgência para renovar o pacto de tarifas com os chineses. O acordo expira em novembro.
O governo dos Estados Unidos indicou que manterá uma postura cautelosa antes de decidir sobre a renovação do acordo comercial com a China, previsto para expirar em novembro. Durante um encontro com autoridades do G7, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que a gestão de Donald Trump não sente urgência em prolongar a atual trégua que envolve tarifas de importação e o fornecimento de minerais essenciais. Segundo o secretário, a situação econômica entre as duas potências permanece estável no momento.
Bessent destacou que o cumprimento das obrigações por parte de Pequim, especialmente no setor de mineração, tem sido apenas mediano. O chefe do Tesouro americano acredita que os chineses devem aceitar a volta de certas sobretaxas comerciais baseadas na legislação dos EUA, desde que os valores não sofram aumentos significativos. Essa perspectiva surge após um período de alívio tarifário que ocorreu após decisões do Judiciário americano derrubarem medidas de emergência anteriormente em vigor.
Uma série de diálogos de alto nível está planejada para os próximos meses, visando tratar das pendências bilaterais antes do fim do pacto. Está prevista uma reunião entre Bessent e o vice-primeiro-ministro da China, He Lifeng, para alinhar os termos técnicos. Além disso, existe a expectativa de um encontro oficial entre o presidente americano e o líder chinês, Xi Jinping, na Casa Branca, agendado para o mês de setembro.




