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Influenciador é investigado pelo MP após declarações discriminatórias contra a Zona Franca de Manaus

Ministério Público do Amazonas apura denúncias de xenofobia e ataques ao Polo Industrial de Manaus após falas polêmicas em redes sociais.

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Redação 360 Notícia
19 de maio de 2026 às 17:012 min
Influenciador é investigado pelo MP após declarações discriminatórias contra a Zona Franca de Manaus
Foto: Reprodução
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O Ministério Público do Amazonas investiga o influenciador Gabriel Silva por declarações preconceituosas contra a Zona Franca de Manaus. A denúncia aponta possível xenofobia e ataques à economia regional.

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) deu início a uma investigação preliminar para analisar as declarações do influenciador digital Gabriel Silva sobre a Zona Franca de Manaus. A apuração foi motivada por representações da Associação Comercial do Amazonas (ACA), que acusa o criador de conteúdo de cometer crimes de xenofobia regional e de atentar contra a ordem econômica. Em vídeos compartilhados em suas redes sociais, Silva questionou a produtividade do Polo Industrial e utilizou termos pejorativos para se referir aos trabalhadores e à estrutura tecnológica da região.

As publicações que geraram a controvérsia apresentam críticas severas ao modelo econômico amazonense, com alegações de que as fábricas locais não realizariam produção real, operando de forma precária. O influenciador chegou a afirmar que o custo dos produtos é elevado devido à necessidade de empregar indígenas, além de sugerir que as mercadorias seriam montadas em ambientes improvisados na floresta. Segundo a ACA, tais falas reforçam estereótipos discriminatórios e têm potencial para causar prejuízos financeiros ao induzir consumidores ao boicote contra o estado.

Após o início dos procedimentos no MPAM, a postura do influenciador passou por mudanças. Inicialmente, ele reagiu com tom de desafio às autoridades, chegando a sugerir que destruiria as notificações oficiais. Posteriormente, Silva recuou, apagou os conteúdos agressivos e emitiu um pedido de desculpas à população amazonense, alegando ter seguido orientações para as postagens anteriores. Em nota, ele comparou a repercussão de suas falas com casos de corrupção política, questionando a atenção dada ao episódio.

No momento, o Ministério Público trata o caso por meio de "notícias de fato", etapa voltada para a coleta de evidências e análise jurídica antes de qualquer acusação formal. A 91ª Promotoria de Justiça de Manaus é a responsável por avaliar se os elementos apresentados pela Associação Comercial justificam a abertura de um processo investigatório criminal ou se o caso deve ser arquivado. Entre as medidas solicitadas pela entidade denunciante estão a remoção definitiva dos vídeos e a aplicação de multas por danos morais coletivos.

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