Economia

Fim da escala 6x1 alinharia Brasil ao padrão ocidental, analisa Financial Times

Em análise sobre a proposta brasileira, Financial Times ressalta que medida reduz abismo em relação à jornada de trabalho de países desenvolvidos.

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Redação Automática
8 de maio de 2026 às 11:002 min
Fim da escala 6x1 alinharia Brasil ao padrão ocidental, analisa Financial Times
Foto: Reprodução
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O jornal Financial Times afirma que o fim da escala 6x1 alinharia o Brasil às normas trabalhistas do Ocidente, reduzindo a jornada anual que é muito superior à de países desenvolvidos.

A discussão sobre a extinção da jornada de trabalho 6x1 no Brasil ganhou destaque nas páginas do Financial Times. O periódico britânico avaliou que a transição para um modelo com dois dias de descanso aproximaria o país das práticas adotadas na maioria das nações ocidentais. Enquanto economias avançadas já debatem a adoção de apenas quatro dias úteis, o Brasil ainda busca assegurar o segundo dia de folga para cerca de 15 milhões de profissionais formais atualmente submetidos ao regime de seis dias trabalhados por um de descanso.

De acordo com o levantamento internacional, a carga horária brasileira supera significativamente a de países europeus, chegando a ser 50% maior do que a jornada anual na Alemanha. O Executivo federal defende que a mudança, além de beneficiar quem está na escala 6x1, poderia reduzir a jornada geral de 44 para 40 horas semanais para outros 37 milhões de cidadãos, sem redução de vencimentos. Especialistas apontam que a medida reflete um processo histórico de ganho de produtividade já consolidado em outros mercados ao longo do último século.

Apesar do potencial impacto social, o cenário político apresenta obstáculos. O jornal financeiro ressalta que o atual Congresso, com perfil mais conservador, deve oferecer resistência ao projeto, sob o argumento de que o aumento nos custos operacionais pode sobrecarregar as empresas e desestimular contratações. Entidades do comércio paulista estimam um acréscimo de até 10% no valor da hora trabalhada, enquanto órgãos de pesquisa econômica, como o Ipea, sugerem que o mercado teria condições de absorver as alterações sem grandes perdas de postos de trabalho.

Para o governo, a pauta possui contornos estratégicos que vão além da economia. A proposta é vista como um movimento para fortalecer os índices de aprovação do Planalto e restabelecer laços com a categoria trabalhadora em um momento de pressão inflacionária. Embora existam divergências sobre os reflexos na competitividade, o debate sinaliza uma tentativa de modernizar as relações trabalhistas no Brasil, focando em mais tempo livre para o trabalhador em um contexto global de rápida evolução tecnológica.

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