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Fifa é investigada nos EUA por preços abusivos em ingressos da Copa de 2026

Autoridades americanas questionam preços 'exorbitantes' e erros na entrega de assentos para o Mundial de 2026.

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Redação 360 Notícia
28 de maio de 2026 às 05:003 min
Fifa é investigada nos EUA por preços abusivos em ingressos da Copa de 2026
Foto: Reprodução
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As procuradorias de Nova York e Nova Jersey investigam a Fifa por preços abusivos e irregularidades na venda de ingressos para a Copa de 2026. Além de entradas caríssimas, torcedores denunciam erro na entrega de assentos e uma alta de 800% no valor do transporte público para o estádio da final.

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) tornou-se alvo de uma investigação rigorosa nos Estados Unidos devido às políticas de precificação e venda de ingressos para a Copa do Mundo de 2026. As procuradorias-gerais dos estados de Nova York e Nova Jersey decidiram intervir após uma onda de reclamações sobre valores exorbitantes e práticas comerciais consideradas abusivas. O foco principal das autoridades recai sobre o MetLife Stadium, palco escolhido para receber oito partidas do Mundial, incluindo a estreia da Seleção Brasileira e a grande final do torneio, agendada para o dia 19 de julho de 2026. A ação conjunta busca transparência e justiça para os consumidores que tentam garantir um lugar no maior evento esportivo do planeta.

O contexto de insatisfação se agravou com a implementação de um sistema de "preços dinâmicos", uma estratégia comum em grandes shows musicais e eventos esportivos americanos, mas que faz sua estreia oficial na Copa do Mundo. Essa modalidade permite que os preços oscilem em tempo real conforme a demanda, o que, segundo a Procuradora-Geral de Nova York, Letitia James, fez com que as entradas para 2026 atingissem patamares muito superiores aos registrados em qualquer outra edição da história do torneio. Além da inflação nos preços, há graves denúncias de descumprimento na entrega dos setores comprados: torcedores que pagaram pela Categoria 1 (áreas mais próximas ao gramado) relataram ter recebido assentos na Categoria 2, localizados em áreas mais distantes e de menor valor de mercado.

Para o público brasileiro, que tem no futebol sua maior paixão nacional, o cenário é desanimador. Além dos ingressos caros, os custos logísticos na região metropolitana de Nova York estão sob forte análise. Um dos pontos mais críticos revelados pela investigação é a explosão no preço do transporte público para o estádio em dias de jogos. O trajeto de trem entre o centro de Manhattan e o MetLife Stadium, que normalmente custa cerca de 13 dólares (R$ 64), poderá saltar para impressionantes 105 dólares (aproximadamente R$ 525) durante a competição. Essa alta de oito vezes no valor do bilhete de transporte é vista como uma barreira adicional para os trabalhadores e turistas que não possuem condições financeiras de arcar com custos tão elevados de mobilidade.

A Fifa, por sua vez, defende-se alegando que a política de preços reflete a realidade do mercado de entretenimento de luxo nos Estados Unidos e que a oferta limitada diante de uma procura global massiva naturalmente ajusta os valores para cima. O presidente da entidade, Gianni Infantino, reforçou que o modelo dinâmico é uma ferramenta de mercado e reiterou o compromisso da federação em reinvestir 90% de sua arrecadação no desenvolvimento do futebol ao redor do mundo. Entretanto, as procuradoras Letitia James e Jennifer Davenport argumentam que a entidade criou um "labirinto de confusão e falsa escassez", manipulando a percepção dos consumidores para garantir lucros recordes às custas da transparência.

O desdobramento desta investigação pode criar um precedente importante para os próximos eventos da Fifa e para a organização de grandes espetáculos nos EUA. Se as procuradorias confirmarem práticas de propaganda enganosa ou manipulação de mercado, a Fifa poderá ser obrigada a reembolsar torcedores ou ajustar sua tabela de preços para as vendas remanescentes. Para o torcedor que planeja acompanhar o Brasil em 2026, a recomendação atual é de cautela extrema ao utilizar as plataformas oficiais e atenção redobrada aos detalhes das categorias de assentos. O caso joga luz sobre a crescente elitização do futebol, onde o espetáculo dentro de campo parece cada vez mais distante do bolso do torcedor comum, transformando o sonho da Copa do Mundo em um privilégio para poucos.

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