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Ferrari rebate críticas ao elétrico Luce e confirma forte interesse de compradores vips

Apesar de queda nas ações e resistência de puristas, CEO Benedetto Vigna confirma alta demanda e depósitos já realizados pelo modelo de R$ 3,2 milhões.

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Redação 360 Notícia
28 de maio de 2026 às 15:003 min
Ferrari rebate críticas ao elétrico Luce e confirma forte interesse de compradores vips
Foto: Reprodução
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O CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, defendeu o novo modelo elétrico Luce após críticas ao design e à ausência de motores a gasolina. Apesar da queda inicial nas ações, a marca registra alta procura e depósitos confirmados de clientes leais e novos compradores ávidos por inovação.

O cenário automotivo global testemunhou um dos momentos mais divisivos da história recente da indústria de luxo com o lançamento do Ferrari Luce. O primeiro veículo totalmente elétrico da icônica fabricante de Maranello, apresentado oficialmente em Roma, tornou-se o centro de uma intensa tempestade de opiniões. Apesar das resistências iniciais de entusiastas puristas, o CEO da companhia, Benedetto Vigna, veio a público nesta quinta-feira (28) para defender o projeto e assegurar que a demanda pelo modelo de US$ 640 mil (aproximadamente R$ 3,2 milhões em conversão direta) superou as expectativas iniciais, atraindo tanto colecionadores veteranos quanto um novo perfil de consumidor interessado em sustentabilidade de alto desempenho.

A controvérsia em torno do Luce explodiu quase imediatamente após a divulgação de suas primeiras imagens. Críticos e seguidores da marca nas redes sociais apontaram que o design rompe drasticamente com a linguagem visual tradicional da Ferrari, chegando a afirmar que o carro "perdeu a alma" por não contar com o icônico ronco dos motores a combustão. Essa reação negativa teve reflexos imediatos no mercado financeiro, provocando uma queda acentuada de mais de 8% nas ações da montadora na última terça-feira, refletindo o receio de investidores sobre a aceitação do produto por uma base de clientes historicamente conservadora e ligada à tradição mecânica.

Para conter o ceticismo, Benedetto Vigna destacou que o Luce foi apresentado a um grupo seleto de cerca de 1.600 clientes vips durante o evento na capital italiana. Diferente da percepção digital, o executivo afirmou que o feedback presencial foi extremamente positivo, resultando em depósitos bancários imediatos e encomendas firmadas logo nas primeiras 24 horas de abertura das vendas. Vigna ressaltou que o carro não deve ser comparado a veículos elétricos convencionais ou modelos provenientes do mercado chinês, enfatizando que a engenharia italiana focou em manter o DNA de performance e a experiência de condução visceral que consagrou a logo do Cavallino Rampante ao longo das décadas.

Contextualmente, a transição da Ferrari para o setor elétrico faz parte de um movimento inevitável dentro da indústria europeia, pressionada por regulamentações ambientais cada vez mais rígidas e o fim programado dos motores térmicos na União Europeia. No entanto, Vigna buscou tranquilizar os apaixonados pela marca ao reiterar que a Ferrari não abandonará suas raízes. A estratégia da empresa é manter um portfólio diversificado, onde os modelos puramente a combustão e os híbridos continuarão a coexistir com as novas opções elétricas. Segundo o CEO, o elevado preço do Luce justifica-se pelo nível de inovação tecnológica e pelos padrões de acabamento que, em sua visão, definem um novo patamar para o segmento de superesportivos eletrificados.

Para o mercado brasileiro e global, a trajetória do Luce servirá como um termômetro crucial para outras fabricantes de hipercarros, como Lamborghini e Bugatti, que também planejam seus saltos definitivos para a eletrificação total. A recuperação das ações da Ferrari na quinta-feira, com uma alta de quase 3%, indica que o mercado financeiro começa a digerir a nova fase da marca, aguardando agora o relatório oficial de vendas que será divulgado em julho. O desafio da Ferrari nos próximos meses será convencer o público de que a emoção de dirigir não está intrinsecamente ligada ao consumo de combustíveis fósseis, mas sim à excelência técnica e ao design inovador que, mesmo sob protestos, colocam o Luce como um marco de transição para o futuro da mobilidade de luxo.

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