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Tentativa de homicídio e vingança marcam dia de violência em Santana do Paraíso

Após balear vítima em posto, suspeito destruiu veículo da família; polícia investiga ligação com imigração ilegal para os EUA.

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Redação 360 Notícia
28 de maio de 2026 às 16:003 min
Tentativa de homicídio e vingança marcam dia de violência em Santana do Paraíso
Foto: Reprodução
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Tentativa de homicídio em Santana do Paraíso envolve disparos em posto de combustíveis e carro incendiado logo em seguida. Polícia investiga se o crime possui relação com esquemas de imigração ilegal para os EUA. Sugestão de dívida de 40 mil reais também está no radar das autoridades.

Um episódio de extrema violência assustou os moradores de Santana do Paraíso, na região do Vale do Aço, em Minas Gerais, nesta quarta-feira (27). Um homem de 40 anos foi alvo de uma tentativa de homicídio enquanto estava em um posto de combustíveis no bairro Cidade Nova. O crime, marcado pela brutalidade, não se encerrou com os disparos de arma de fogo: pouco tempo depois do ataque inicial, o veículo da vítima foi completamente destruído por um incêndio criminoso em frente à sua residência. A Polícia Militar foi acionada e iniciou uma intensa perseguição ao principal suspeito, um homem de 44 anos, que fugiu logo após as ações.

De acordo com o registro policial, a tentativa de assassinato ocorreu em um estabelecimento localizado na movimentada Avenida Carlos Edmundo Landaeta. Testemunhas que trabalham no posto relataram que a vítima e o autor estavam conversando de forma aparentemente pacífica no pátio do local. No entanto, a situação escalou rapidamente quando o agressor sacou uma arma e efetuou diversos disparos contra o homem. Para tentar salvar a própria vida, a vítima correu para um depósito nos fundos da área de troca de óleo, onde foi encontrada ferida pelos militares. Após o socorro inicial, ele foi encaminhado consciente ao Hospital Márcio Cunha, em Ipatinga, onde recebeu atendimento médico especializado.

O caso ganha contornos mais complexos à medida que as investigações avançam sobre a motivação do crime. Inicialmente, o homem baleado afirmou às autoridades que o atentado seria fruto de uma dívida financeira no valor de R$ 40 mil. Posteriormente, em um novo depoimento, ele alterou a versão, alegando que o desentendimento seria motivado por uma negociação envolvendo uma motocicleta. Contudo, a inteligência da Polícia Militar trabalha com uma terceira linha de investigação, que sugere que o conflito pode estar ligado a esquemas de imigração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos. Essa região do Leste de Minas Gerais é historicamente conhecida por operações policiais que combatem o agenciamento de pessoas para travessias clandestinas na fronteira norte-americana.

A violência continuou após os tiros. O suspeito, utilizando uma motocicleta preta para a fuga, dirigiu-se ao bairro Chácaras do Vale, onde a vítima reside. Relatos colhidos pela polícia indicam que o agressor interfonou para a casa da vítima e exigiu que a esposa do homem baleado descesse para conversar. Diante da negativa da mulher, o suspeito ateou fogo no carro da família, que estava estacionado na via pública. O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter as chamas, que consumiram totalmente o automóvel e ameaçaram atingir o muro de uma residência vizinha. Foram necessárias duas linhas de ataque e um trabalho minucioso de rescaldo para evitar que o fogo se alastrasse para as casas vizinhas.

A Polícia Civil, por meio de sua perícia técnica, esteve nos dois cenários de crime — o posto de combustíveis e o local do incêndio — para coletar evidências que auxiliem na comprovação da autoria. Câmeras de monitoramento de segurança da região já foram solicitadas e indicam parte da rota de fuga utilizada pelo atirador. Até o momento, o paradeiro do suspeito permanece desconhecido, mas as diligências continuam em toda a região metropolitana do Vale do Aço. O caso ressalta a preocupação das autoridades locais com o uso de violência explícita para a resolução de conflitos pessoais ou comerciais, além de colocar em evidência as possíveis conexões entre crimes comuns e redes de migração irregular que operam na zona mineira.

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