Família suspeita que morte por hepatite A em MG ocorreu após contato com lama de enchente
Vítima de 60 anos pode ter tido contato com o vírus após temporal de fevereiro; cidade registra recorde de casos em 2026.

Familiar relata que cuidadora de 60 anos apresentou sintomas dois meses após prestar ajuda em áreas inundadas. Juiz de Fora registra alta histórica de hepatite A em 2026.
A morte de Ângela Cristina Terra Pinto, de 60 anos, levantou um alerta sobre os riscos biológicos após desastres naturais em Juiz de Fora. A cuidadora de idosos faleceu no final de abril em decorrência de complicações graves causadas pela hepatite A. De acordo com relatos de familiares, a principal suspeita é que a contaminação tenha ocorrido no final de fevereiro, quando a vítima se mobilizou para auxiliar amigos cujas residências foram invadidas pela água durante as fortes chuvas que atingiram o município.
O quadro clínico de Ângela evoluiu de forma agressiva. Os primeiros sintomas surgiram em 24 de abril, inicialmente assemelhando-se a uma gripe comum. No entanto, o estado de saúde deteriorou-se rapidamente, forçando uma internação hospitalar que revelou falência múltipla de órgãos e comprometimento neurológico. Especialistas apontam que o intervalo de dois meses entre a exposição e o óbito condiz com o período de incubação do vírus, que pode permanecer silencioso no organismo por diversas semanas antes de se manifestar.
Embora o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus tenha confirmado o diagnóstico por meio de exames laboratoriais, a Prefeitura de Juiz de Fora informou que o óbito segue sob investigação oficial. A administração municipal analisa o prontuário clínico e os antecedentes epidemiológicos para fechar o caso. O falecimento ocorre em um contexto preocupante: apenas nos primeiros quatro meses de 2026, a cidade registrou 808 infectados, número que ultrapassa a soma de todos os registros da última década e coloca o município como foco principal da doença no estado.





