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Família suspeita que morte por hepatite A em MG ocorreu após contato com lama de enchente

Vítima de 60 anos pode ter tido contato com o vírus após temporal de fevereiro; cidade registra recorde de casos em 2026.

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Redação 360 Notícia
12 de maio de 2026 às 21:002 min
Família suspeita que morte por hepatite A em MG ocorreu após contato com lama de enchente
Foto: Reprodução
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Familiar relata que cuidadora de 60 anos apresentou sintomas dois meses após prestar ajuda em áreas inundadas. Juiz de Fora registra alta histórica de hepatite A em 2026.

A morte de Ângela Cristina Terra Pinto, de 60 anos, levantou um alerta sobre os riscos biológicos após desastres naturais em Juiz de Fora. A cuidadora de idosos faleceu no final de abril em decorrência de complicações graves causadas pela hepatite A. De acordo com relatos de familiares, a principal suspeita é que a contaminação tenha ocorrido no final de fevereiro, quando a vítima se mobilizou para auxiliar amigos cujas residências foram invadidas pela água durante as fortes chuvas que atingiram o município.

O quadro clínico de Ângela evoluiu de forma agressiva. Os primeiros sintomas surgiram em 24 de abril, inicialmente assemelhando-se a uma gripe comum. No entanto, o estado de saúde deteriorou-se rapidamente, forçando uma internação hospitalar que revelou falência múltipla de órgãos e comprometimento neurológico. Especialistas apontam que o intervalo de dois meses entre a exposição e o óbito condiz com o período de incubação do vírus, que pode permanecer silencioso no organismo por diversas semanas antes de se manifestar.

Embora o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus tenha confirmado o diagnóstico por meio de exames laboratoriais, a Prefeitura de Juiz de Fora informou que o óbito segue sob investigação oficial. A administração municipal analisa o prontuário clínico e os antecedentes epidemiológicos para fechar o caso. O falecimento ocorre em um contexto preocupante: apenas nos primeiros quatro meses de 2026, a cidade registrou 808 infectados, número que ultrapassa a soma de todos os registros da última década e coloca o município como foco principal da doença no estado.

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