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Cesta básica em Rio Branco sobe em abril e alcança R$ 667, revela Dieese

Impulsionado por altas expressivas no tomate e feijão, custo dos alimentos essenciais sobe 3,1% na capital do Acre.

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Redação 360 Notícia
12 de maio de 2026 às 22:002 min
Cesta básica em Rio Branco sobe em abril e alcança R$ 667, revela Dieese
Foto: Reprodução
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O valor médio da cesta básica em Rio Branco subiu para R$ 667,14 em abril, impulsionado pelas altas do tomate e do feijão. A capital acreana agora detém o quinto menor custo entre as 27 capitais brasileiras monitoradas pelo Dieese.

O custo de vida para os moradores de Rio Branco registrou uma nova pressão no bolso durante o mês de abril. Dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Dieese, apontam que o conjunto de itens essenciais atingiu o valor médio de R$ 667,14 na capital acreana. O índice representa um avanço de 3,1% em comparação aos preços praticados em março, impactando diretamente o orçamento das famílias locais.

A alta foi puxada principalmente por dois vilões inflacionários: o tomate e o feijão carioca, que apresentaram saltos expressivos de 22,8% e 21,4%, respectivamente. Além deles, a carne bovina e a banana também ficaram mais caras no último período. Em contrapartida, alguns produtos tradicionais na mesa do consumidor ajudaram a conter uma subida ainda maior, com destaque para a queda nos preços do óleo de soja, café, açúcar, farinha de mandioca e arroz.

Apesar da elevação mensal, Rio Branco mantém uma posição favorável no cenário nacional, ocupando o posto de quinta capital com a cesta básica mais acessível do país. A diferença para São Paulo, cidade com o custo mais elevado (R$ 906,14), chega a superar R$ 239. No ranking regional das capitais mais baratas, a capital do Acre fica atrás somente de Porto Velho, Maceió, São Luís e Aracaju.

Para o trabalhador que recebe o salário mínimo, o impacto é sentido no tempo dedicado ao sustento. Em abril, foi necessário trabalhar pouco mais de 90 horas para garantir a compra dos alimentos básicos, um aumento em relação às 87 horas exigidas no mês anterior. Atualmente, o gasto com alimentação consome aproximadamente 44,4% do rendimento líquido de um trabalhador em Rio Branco, reforçando o desafio da gestão financeira doméstica.

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