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Imperatriz Leopoldinense levará mistério de calunga sagrada para o Carnaval 2027

A escola de Ramos contará na Sapucaí a trajetória de misticismo e o misterioso sumiço de uma calunga sagrada de Pernambuco.

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Redação 360 Notícia
12 de maio de 2026 às 23:002 min
Imperatriz Leopoldinense levará mistério de calunga sagrada para o Carnaval 2027
Foto: Reprodução
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A Imperatriz Leopoldinense anunciou para o Carnaval 2027 o enredo 'A Memória do Rei e o Sumiço de Dona Júlia', sobre uma calunga sagrada de maracatu que reapareceu após 34 anos.

A Imperatriz Leopoldinense definiu o tema que levará para a Marquês de Sapucaí no Carnaval de 2027. Intitulado “A Memória do Rei e o Sumiço de Dona Júlia”, o enredo assinado pelo carnavalesco Leandro Vieira explorará a história real de uma calunga — boneca sagrada do Maracatu Porto Rico, de Pernambuco — que ficou desaparecida por mais de três décadas e retornou ao seu grupo de origem em circunstâncias misteriosas.

O foco da narrativa é Dona Júlia, uma peça de imenso valor espiritual confeccionada nos anos 1960 para o babalorixá Eudes Chagas. A calunga, que carrega a ancestralidade de Dona Santa, lendária rainha do Maracatu Elefante, foi entregue a um museu em 1978. Quando os integrantes do maracatu tentaram recuperá-la dois anos depois, a instituição alegou o extravio do objeto. O paradeiro da boneca permaneceu um enigma até 2014, quando um estudante a entregou em um terreiro de Olinda, alegando que a peça causava fenômenos estranhos em sua residência.

O reencontro aconteceu após a exibição de imagens da calunga em um telejornal pernambucano, o que permitiu que membros do Maracatu Porto Rico reconhecessem a relíquia. Leandro Vieira, que tomou conhecimento do caso por meio de uma reportagem na época, dedicou anos de pesquisa aos rituais de encantamento e às tradições do maracatu de baque virado para construir a proposta estética do desfile.

Segundo o carnavalesco, a escolha reforça a versatilidade visual da agremiação de Ramos, conectando os trajes reais dos cortejos nordestinos à própria tradição estética da Imperatriz Leopoldinense. A escola será a responsável por encerrar as apresentações de segunda-feira de Carnaval em 2027, prometendo uma imersão na cultura popular e na religiosidade afro-brasileira.

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