Economia

Falta de controle sanitário barra exportação de carne brasileira para a Europa

A partir de setembro, país pode perder acesso ao segundo maior mercado de proteínas animais do mundo devido a exigências sanitárias.

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Redação 360 Notícia
12 de maio de 2026 às 19:002 min
Falta de controle sanitário barra exportação de carne brasileira para a Europa
Foto: Reprodução
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A União Europeia excluiu o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal, citando falta de garantias sobre o uso de antimicrobianos. A decisão coloca em risco quase US$ 2 bilhões em vendas internacionais.

O setor pecuário brasileiro enfrenta um cenário de incerteza após a União Europeia retirar o Brasil da lista de nações autorizadas a exportar produtos de origem animal para o bloco. A medida, detalhada nesta terça-feira (12), fundamenta-se na ausência de garantias por parte das autoridades brasileiras quanto ao cumprimento das normas europeias que restringem o uso de antimicrobianos. A exclusão passa a vigorar em 3 de setembro e coloca em risco um faturamento anual estimado em quase US$ 2 bilhões.

A restrição afeta diretamente os embarques de carnes bovina e de frango, além de mel e ovos. Em termos financeiros, o bloco europeu representa o segundo principal destino das exportações brasileiras de proteína animal, atrás apenas do mercado chinês. Somente em 2025, o comércio de carne bovina rendeu US$ 1,048 bilhão, enquanto o segmento de frango somou US$ 762 milhões. Para reverter a suspensão, o Ministério da Agricultura precisará atestar que todo o ciclo produtivo dos animais segue os requisitos sanitários que vetam certas substâncias frequentemente utilizadas como promotores de crescimento ou preventivos na agropecuária.

De acordo com porta-vozes da Comissão Europeia, o retorno do Brasil à lista oficial depende exclusivamente da demonstração de conformidade técnica e rastreabilidade dos produtos. Embora o país tenha proibido recentemente o uso de alguns medicamentos específicos, como a virginiamicina, a fiscalização exigida pelos europeus é rigorosa e demanda mecanismos complexos de comprovação. Especialistas apontam que, apesar de coincidir com discussões sobre o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, a decisão possui caráter estritamente sanitário, visando igualar as exigências impostas aos produtores locais e aos fornecedores internacionais.

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