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Eduardo Bolsonaro e Mario Frias figuram como produtores em filme financiado por Daniel Vorcaro

Documentos apontam que parlamentares atuaram na captação de recursos com banqueiro investigado por fraudes bilionárias.

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Redação 360 Notícia
16 de maio de 2026 às 03:002 min
Eduardo Bolsonaro e Mario Frias figuram como produtores em filme financiado por Daniel Vorcaro
Foto: Reprodução
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Eduardo Bolsonaro e Mario Frias aparecem em contrato como responsáveis pela captação de verba para filme sobre Jair Bolsonaro. Justiça apura se recursos de banqueiro preso financiaram gastos pessoais de Eduardo nos EUA.

Novas informações reveladas por investigações jornalísticas indicam que o deputado Eduardo Bolsonaro e o parlamentar Mario Frias foram escalados como produtores-executivos de "Dark Horse", cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Documentos obtidos mostram que os congressistas tinham, entre suas responsabilidades contratuais, a missão estratégica de viabilizar o financiamento da obra, incluindo o contato direto com potenciais investidores e a busca por incentivos fiscais.

O financiamento do longa-metragem está sob os holofotes devido à participação de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, atualmente detido por suspeitas de liderar fraudes financeiras. Registros apontam que Vorcaro teria repassado cerca de R$ 61 milhões ao projeto, após tratativas que envolveram o senador Flávio Bolsonaro. As autoridades agora apuram se os montantes foram de fato aplicados na produção cinematográfica ou se serviram para custear a manutenção de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde ele reside desde o início do ano passado.

A estrutura do negócio envolve a GoUp Entertainment, produtora com sede na Flórida, que possui conexões com o Instituto Conhecer Brasil. Esta organização é alvo de uma apuração preliminar determinada pelo ministro Flávio Dino, do STF, para investigar possíveis irregularidades no uso de emendas parlamentares. Enquanto a defesa do instituto assegura que todos os seus projetos cumprem rigorosamente as normas legais, o Supremo tenta notificar Mario Frias para prestar esclarecimentos sobre a execução desses recursos públicos.

Em sua defesa, Eduardo Bolsonaro nega ter exercido o papel de produtor executivo, apesar da assinatura no contrato. O parlamentar afirma que sua participação limitou-se a um investimento pessoal de 50 mil dólares, valor que já teria sido quitado. Ele sustenta que o montante investido não possui qualquer ligação com o fundo de Vorcaro e refuta as acusações de que suas despesas no exterior estariam sendo financiadas pelo banqueiro investigado.

#Eduardo Bolsonaro#Daniel Vorcaro#Dark Horse#STF#Emendas parlamentares

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