Eduardo Bolsonaro contesta participação em captação de recursos para filme sobre o pai
Deputado afirma que reembolso de US$ 50 mil não veio de fundo ligado a banqueiro e justifica cargo como estratégia para manter produção.

Eduardo Bolsonaro nega envolvimento na captação de recursos para cinebiografia do pai e afirma que investimento de 50 mil dólares foi um aporte pessoal reembolsado. Documentos e áudios ligam família a banqueiro.
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) manifestou-se publicamente para negar que tenha atuado na captação de recursos junto ao setor financeiro para a produção de um filme sobre a trajetória de seu pai, Jair Bolsonaro. O parlamentar rebateu informações veiculadas pelo portal Intercept Brasil, que apontavam sua participação como produtor-executivo de um longa-metragem intitulado "Dark Horse". Segundo Eduardo, sua inclusão formal no contrato teve como único propósito assegurar a continuidade do trabalho de um diretor norte-americano no projeto.
De acordo com a explicação oferecida pelo deputado, ele investiu pessoalmente 50 mil dólares nos Estados Unidos para dar início ao roteiro e garantir a permanência da equipe técnica por dois anos. Eduardo afirmou que, posteriormente, foi reembolsado por esse valor aportado inicialmente, mas ressaltou que a transação ocorreu de forma direta, sem utilizar fundos de investimento ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro. O parlamentar destacou que sua saída da função executiva coincidiu com a reestruturação financeira do filme, quando novos investidores assumiram o projeto.
As investigações jornalísticas, no entanto, indicam que o contrato assinado digitalmente em janeiro de 2024 conferia a Eduardo e ao também deputado Mario Frias (PL-SP) responsabilidades estratégicas, incluindo a busca por financiamento e patrocinadores. Paralelamente, áudios revelados mostram que o senador Flávio Bolsonaro também teria atuado em tratativas financeiras relacionadas à obra. Autoridades agora buscam esclarecer se os repasses milionários efetuados por investidores foram de fato aplicados na produção cinematográfica ou se serviram para custear despesas pessoais da família Bolsonaro no exterior.






