Economista baiano Wilson Andrade morre aos 78 anos em Salvador
Diretor-executivo da Abaf e referência no setor de florestas cultivadas, Andrade teve trajetória marcada pela liderança no comércio exterior.

Wilson Andrade, diretor-executivo da Abaf e referência na economia da Bahia, faleceu aos 78 anos. Conhecido por sua atuação no setor florestal e comércio exterior, ele deixa um legado de desenvolvimento regional.
O cenário econômico e o setor produtivo da Bahia amanheceram de luto neste domingo (9) com a confirmação da morte de Wilson Andrade, aos 78 anos. Economista de renome e atual diretor-executivo da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (Abaf), Andrade faleceu no último sábado (8). A informação foi ratificada por meio de uma nota oficial emitida pela entidade representativa, que lamentou profundamente a perda de um de seus quadros mais atuantes e influentes nas últimas décadas. Até o fechamento desta reportagem, as causas do falecimento não haviam sido detalhadas pelos familiares ou pela equipe médica.
Natural do município de Milagres, localizado no interior do estado baiano, Wilson Andrade construiu uma trajetória sólida e diversificada, tornando-se uma figura central na articulação entre o setor privado e as políticas de desenvolvimento econômico. Sua carreira foi marcada pela atuação em cargos estratégicos, onde sempre demonstrou uma visão técnica apurada aliada a uma capacidade de liderança reconhecida por seus pares. Ele era amplamente respeitado não apenas no âmbito estadual, mas também nacional, devido ao seu profundo conhecimento sobre o mercado de fibras naturais e a gestão de florestas cultivadas, setores vitais para a balança comercial da região.
A contribuição de Andrade para o fortalecimento da economia baiana foi expressiva, especialmente no que tange às relações internacionais e ao comércio exterior. Durante sua gestão na Abaf e em outras organizações correlatas, ele foi um dos principais entusiastas da modernização do setor florestal, defendendo práticas sustentáveis e a integração da indústria baiana com mercados globais. Seu legado inclui a consolidação de políticas que permitiram à Bahia se destacar como um dos polos de celulose e papel mais competitivos do país, além de fomentar a inclusão de pequenos produtores em cadeias produtivas de fibras, gerando emprego e renda no interior do estado.
As reações à sua partida foram imediatas em diversos setores da sociedade civil e política. Em nota de pesar, a Abaf ressaltou que Wilson deixará uma lacuna imensa, destacando que sua dedicação ao trabalho era acompanhada por um profundo compromisso com o desenvolvimento da Bahia. Representantes de outras federações industriais e comerciais também manifestaram condolências, apontando que a clareza analítica de Andrade será sentida nas mesas de negociação e nos debates sobre infraestrutura e exportação. Para muitos, ele era um conselheiro nato, capaz de traduzir complexidades econômicas em estratégias práticas de crescimento.
As últimas homenagens ao economista ocorreram neste domingo (9), na capital baiana. O velório foi realizado no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, reunindo amigos, familiares e autoridades do setor produtivo. A cerimônia de cremação foi agendada para o período da tarde, no mesmo local, sob um clima de consternação e reconhecimento à sua história. A morte de Wilson Andrade encerra um capítulo importante da história econômica recente da Bahia, mas sua influência deve permanecer viva através das diretrizes e projetos que ele ajudou a implantar ao longo de quase cinco décadas de vida pública e privada dedicada ao progresso regional.

