Dólar recua em manhã de indicadores americanos e trégua geopolítica
Câmbio reage positivamente ao Payroll americano e à aproximação diplomática entre Brasil e EUA.

Dólar abre em queda com foco na criação de vagas nos EUA e no alívio das tensões no Oriente Médio. Encontro entre Lula e Trump também anima o cenário comercial.
O mercado financeiro brasileiro iniciou esta sexta-feira em clima de expectativa, com o dólar operando em leve baixa de 0,27%, negociado no patamar de R$ 4,91. O cenário global é marcado por uma dualidade entre a cautela com indicadores macroeconômicos e o otimismo diplomático. Investidores aguardam com atenção a divulgação dos relatórios de emprego dos Estados Unidos, o Payroll, que deve apontar a criação de 62 mil postos de trabalho e uma taxa de desocupação em torno de 4,3%.
No campo geopolítico, o foco recai sobre a possível pacificação no Oriente Médio. Após episódios de trocas de mísseis entre Estados Unidos e Irã, o tom de cessar-fogo adotado pelo presidente Donald Trump ajudou a estabilizar os ânimos. Há negociações em curso para um acordo que envolva a suspensão do programa nuclear iraniano e a flexibilização de sanções econômicas, o que já reflete na normalização do fluxo de navios no Estreito de Ormuz e na consequente redução do preço do petróleo.
No plano doméstico, repercute positivamente o encontro entre os presidentes Lula e Trump ocorrido na quinta-feira. A reunião, descrita por ambos como produtiva e de boa sintonia pessoal, focou em parcerias comerciais e na revisão de tarifas de importação. Ficou decidida a criação de um grupo técnico para analisar a desoneração de produtos brasileiros nos EUA, sinalizando um fortalecimento nos laços econômicos entre as duas maiores economias das Américas, apesar de temas sensíveis como segurança pública e sistemas de pagamento terem ficado fora da pauta imediata.






