Copa de 2026 terá 25% dos jogos sob calor preocupante, aponta estudo
Análise aponta que um quarto das partidas ocorrerá sob temperaturas perigosas, superando riscos de edições anteriores.

Estudo alerta que 25% das partidas da Copa do Mundo de 2026 enfrentarão calor extremo, com riscos de saúde superiores aos de 1994. Cidades como Miami e Kansas City lideram o ranking de perigo climático.
Uma análise recente divulgada pelo World Weather Attribution (WWA) aponta que o calor extremo será um desafio crítico para a Copa do Mundo de 2026. Segundo o estudo, aproximadamente um quarto das partidas do torneio deverá ocorrer sob condições climáticas de risco, superando o índice de 26°C no termômetro de globo (WBGT). Esses níveis são substancialmente mais perigosos do que os registrados na edição de 1994, refletindo o impacto direto das mudanças climáticas nas últimas décadas.
O relatório alerta que localidades como Miami e Kansas City estão entre as mais vulneráveis, com altas probabilidades de temperaturas que podem forçar interrupções ou até adiamentos, conforme as normas de segurança para atletas. Mesmo em estádios modernos e climatizados no Texas, o trajeto e a permanência dos fãs nas áreas externas representam um perigo à saúde. A final do mundial, sediada na região de Nova York e Nova Jersey, também apresenta um risco elevado de sofrer com picos de calor extremo.
Para mitigar os efeitos da desidratação e da exaustão térmica, a Fifa já confirmou a implementação de pausas obrigatórias para hidratação em todos os confrontos. Especialistas reforçam que a exposição prolongada a esse estresse térmico pode causar desde tonturas e câimbras até quadros graves de insolação. O cenário acende um alerta sobre a necessidade de adaptação de grandes eventos esportivos a uma realidade de verões cada vez mais rigorosos no hemisfério norte.






