Notícias

Como a 'marinha mosquito' do Irã utiliza táticas de enxame para desafiar potências no Golfo

Composta por barcos rápidos e baratos, a estratégia de 'guerrilha marítima' de Teerã causa queda no tráfego de navios e eleva tensões com os EUA.

Por
Redação 360 Notícia
14 de maio de 2026 às 05:002 min
Como a 'marinha mosquito' do Irã utiliza táticas de enxame para desafiar potências no Golfo
Foto: Reprodução
Compartilhar

O Irã utiliza enxames de pequenas embarcações ágeis para desestabilizar a navegação no Estreito de Ormuz, impactando a economia global e desafiando a Marinha dos EUA.

O Irã tem consolidado uma tática naval heterodoxa para compensar a superioridade bélica dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz. Conhecida como "marinha mosquito", essa força é composta por centenas de pequenas embarcações ágeis, equipadas com mísseis e metralhadoras. Embora o ex-presidente Donald Trump tenha minimizado o poder desses barcos no passado, especialistas alertam que a estratégia de "enxame" representa uma ameaça real e constante ao fluxo comercial em uma das regiões mais sensíveis do planeta.

Operada pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), essa frota não busca o confronto direto, mas sim a aplicação de uma "guerrilha marítima". Ao agir de forma coordenada, os barcos dificultam a detecção por radares e aumentam os riscos operacionais para cargueiros e petroleiros. O objetivo central de Teerã é elevar os custos de seguro e logística, utilizando a instabilidade na navegação como moeda de troca política para pressionar Washington e evitar ataques diretos ao seu território.

O impacto econômico dessa estratégia é visível no tráfego marítimo da região, que registrou uma queda drástica nos últimos meses. Dados apontam que o número de embarcações cruzando o estreito caiu cerca de 90% em relação aos níveis normais, contribuindo para a volatilidade nos preços globais de petróleo. Além do baixo custo de produção e fácil reposição, a "marinha mosquito" se beneficia de esconderijos naturais na costa iraniana, tornando-se um desafio complexo de monitoramento para a Marinha americana e seus aliados.

#Irã#Estreito de Ormuz#Marinha Mosquito#Defesa#Petróleo

Leia também