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Casal relata fraude na casa própria com participação de funcionário bancário no RS

Esquema envolvia o envio de relatórios falsos sobre o avanço das obras para liberar recursos do financiamento bancário no Rio Grande do Sul.

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Redação 360 Notícia
19 de maio de 2026 às 08:002 min
Casal relata fraude na casa própria com participação de funcionário bancário no RS
Foto: Reprodução
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Casal do Rio Grande do Sul denuncia fraude em financiamento imobiliário envolvendo funcionário de banco e relatórios de obras falsificados. Além do prejuízo financeiro superior a R$ 260 mil, as vítimas lidam com o abandono da construção.

Um casal de Alvorada, no Rio Grande do Sul, denunciou um prejuízo financeiro e emocional após a interrupção de um sonho: a construção da residência própria. Guilherme e Bruna relatam terem sido vítimas de um esquema fraudulento que envolveu uma construtora e um profissional que atuava dentro de uma agência da Caixa Econômica Federal. Segundo as vítimas, a proximidade do empresário com o ambiente bancário foi determinante para que eles confiassem na idoneidade do negócio.

O financiamento, contratado em 2022 no valor de R$ 290 mil, teria sido facilitado por Pedro André Marchesi Cecegolo, que se apresentava como dono da construtora e, simultaneamente, trabalhava na agência onde o contrato foi firmado. O casal afirma que o suspeito prometia agilizar trâmites internos. A confiança era reforçada por detalhes cotidianos, como o uso de materiais de escritório com o logotipo da construtora por outros funcionários da unidade bancária.

As irregularidades tornaram-se evidentes quando o casal confrontou o estado da obra com os relatórios de progresso enviados ao banco. Embora os documentos oficiais indicassem que etapas complexas, como instalações elétricas e hidráulicas, estavam avançadas, as visitas ao local revelaram que apenas a estrutura básica havia sido erguida. Estima-se que mais de R$ 200 mil tenham sido liberados para a empresa antes da paralisação total das atividades, além de um aporte direto de R$ 62 mil feito pelo casal como entrada.

Em resposta ao caso, a Caixa Econômica Federal informou que Pedro André foi desligado por justa causa e reiterou que desvios de conduta são rigorosamente apurados. O banco ressaltou ainda que, nesta modalidade de crédito, a gestão da obra e a escolha da construtora são de responsabilidade do cliente. O ex-funcionário nega ter cometido ilegalidades ou causado danos financeiros à instituição financeira.

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