Café robusta ganha espaço e transforma a agricultura no interior do Amazonas
Desenvolvimento do robusta amazônico eleva produtividade e atrai mais de mil novos produtores para o campo.

Com o uso de tecnologia desenvolvida pela Embrapa, a área de plantio de café no Amazonas quadruplicou, impulsionando a renda de produtores locais e a economia do interior.
O setor cafeeiro no Amazonas vive um momento de forte expansão, consolidando-se como uma alternativa econômica viável para famílias rurais. O crescimento é sustentado pelo desenvolvimento do robusta amazônico, uma variedade híbrida resultante de anos de estudos coordenados pela Embrapa e pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Desde o início das pesquisas em 2015, a ciência buscou adaptar o cultivo às condições climáticas locais, focando na resistência e na produtividade das plantações.
Dados recentes do setor revelam um salto expressivo nos números: a área destinada ao plantio de café no estado saltou de cerca de 517 hectares em 2021 para mais de 2,3 mil hectares na safra atual. Esse movimento atraiu centenas de novos produtores, elevando o contingente de cafeicultores de 600 para mais de 1,4 mil pessoas. Como resultado direto dessa expansão, a colheita em solo amazonense atingiu o patamar de 2,8 mil toneladas no último ano.
Para o produtor local, as técnicas modernas de clonagem e o uso de diversas variedades garantem a qualidade superior do grão, permitindo que o setor compita no mercado. O suporte financeiro tem sido outro pilar fundamental, com agências de fomento estaduais, como a Afeam, oferecendo linhas de crédito para a aquisição de maquinário e processamento da produção. Esse ecossistema, que une pesquisa científica e investimento direto, sinaliza um futuro próspero para a agricultura no interior do estado.




