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BYD projeta liderança nas vendas no Brasil até 2030 e critica reação da concorrência

Com meta de 600 mil emplacamentos anuais, montadora chinesa desafia marcas tradicionais e aposta na fábrica da Bahia para dominar o setor.

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Redação 360 Notícia
13 de maio de 2026 às 08:002 min
BYD projeta liderança nas vendas no Brasil até 2030 e critica reação da concorrência
Foto: Reprodução
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A BYD planeja liderar o mercado automobilístico brasileiro até 2030, com a meta de vender 600 mil carros por ano. O anúncio ocorre em meio à rápida ascensão da marca e atritos com montadoras tradicionais.

A BYD estabeleceu uma meta ambiciosa para consolidar sua presença no território brasileiro: alcançar o topo do ranking de vendas de veículos até 2030. Em entrevista recente, Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da companhia, revelou que o plano envolve comercializar 600 mil unidades anualmente. Para atingir esse volume, a fabricante aposta na operação plena de seu complexo industrial em Camaçari, na Bahia, que deve suprir tanto a demanda nacional quanto as exportações para a América Latina.

A ascensão da marca chinesa no Brasil tem sido acelerada. Após estrear em 2022 sem figurar entre as principais montadoras, a BYD saltou para a 15ª posição em 2023 e já ocupa o 8º lugar no fechamento de 2025, superando marcas consolidadas como Honda e Nissan. Um dos pilares dessa tração é o desempenho no varejo, onde o modelo Dolphin Mini se tornou o carro mais vendido do país no início de 2026, ultrapassando concorrentes diretos e modelos populares de combustão.

O avanço da BYD também tem gerado tensões no setor automotivo. Baldy criticou a postura de montadoras tradicionais e da Anfavea, classificando a reação dos rivais às estratégias de preço da marca como uma forma de "medo". Segundo o executivo, a chegada de modelos elétricos mais acessíveis forçou uma redução de preços em toda a categoria, beneficiando o consumidor. Além da disputa comercial, a empresa enfrenta debates sobre a carga tributária de veículos montados com kits importados e a necessidade de expansão da infraestrutura de recarga rápida no país.

Em relação às críticas sobre a falta de investimento em redes de carregamento, o executivo rebateu os questionamentos anunciando a implementação de carregadores ultrarrápidos em suas concessionárias de luxo. A tecnologia prometida é capaz de oferecer grande autonomia com poucos minutos de carga. Com a nacionalização progressiva da produção, que deve evoluir da montagem de kits para a fabricação completa de componentes, a BYD pretende desafiar a hegemonia de grupos como a Stellantis no mercado brasileiro.

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