Economia

Brasil se torna principal destino global de investimentos da China

País concentrou quase 11% de todo o capital enviado por Pequim ao exterior em 2025, com foco em energia e mineração.

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Redação Automática
7 de maio de 2026 às 23:002 min
Brasil se torna principal destino global de investimentos da China
Foto: Reprodução
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Levantamento do CEBC revela que o Brasil captou US$ 6,1 bilhões em capital chinês em 2025, liderando o ranking mundial de investimentos da segunda maior economia do planeta.

O Brasil consolidou sua posição como o principal destino global dos investimentos chineses em 2025, concentrando 10,9% de todo o capital enviado pela China ao exterior. De acordo com dados apresentados pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), o montante total aplicado no país alcançou US$ 6,1 bilhões, superando mercados tradicionais e potências emergentes como Estados Unidos e Indonésia. O desempenho reafirma o protagonismo brasileiro, sendo a única nação a figurar entre os cinco maiores receptores de recursos chineses nos últimos cinco anos consecutivos.

O setor energético foi o grande motor dessa expansão, com ênfase em projetos de fontes renováveis e infraestrutura de transmissão, que somaram US$ 1,79 bilhão. Paralelamente, a mineração registrou um crescimento expressivo, triplicando os valores do ano anterior ao totalizar US$ 1,76 bilhão. Esse salto foi impulsionado pela busca chinesa por minerais essenciais para a transição energética global, como ouro, cobre e níquel. A indústria automobilística também registrou alta, com quase US$ 1 bilhão destinados à fabricação de veículos elétricos por empresas como BYD e GWM.

Apesar de uma redução nos valores absolutos, o segmento de petróleo manteve relevância estratégica, com aportes que incluíram a entrada de estatais chinesas na exploração da bacia da Foz do Amazonas. Especialistas apontam que a combinação de um real desvalorizado, que torna os ativos locais mais acessíveis, e a abundância de recursos naturais explicam a atratividade do país. Além disso, barreiras comerciais impostas por Europa e Estados Unidos aos produtos chineses têm redirecionado o fluxo financeiro de Pequim para o mercado brasileiro.

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