Economia

Banco Central lança novo Plano de Integridade após denúncias de corrupção no Caso Master

Medida ocorre após investigação da PF apontar recebimento de benefícios irregulares por ex-servidores da autarquia.

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Redação Automática
8 de maio de 2026 às 00:002 min
Banco Central lança novo Plano de Integridade após denúncias de corrupção no Caso Master
Foto: Reprodução
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A autoridade monetária lançou diretrizes éticas para o biênio 2026-2027 após ex-servidores serem implicados em investigações por suspeita de corrupção no caso do banco Master.

O Banco Central do Brasil formalizou nesta quinta-feira (7) o seu "Plano de Integridade para o ciclo 2026-2027", estabelecendo diretrizes rigorosas para reforçar a ética e a transparência em suas operações internas. O documento surge em um momento estratégico de reformulação institucional, colocando o compromisso com o interesse público como prioridade máxima ao lado de valores como diversidade e sustentabilidade. A iniciativa visa blindar a autarquia contra desvios de conduta e modernizar a governança corporativa.

A atualização das normas ocorre após um episódio de instabilidade envolvendo investigações da Polícia Federal sobre o banco Master. Na ocasião, em março, dois ex-integrantes da cúpula de fiscalização do Banco Central foram afastados sob suspeita de terem recebido benefícios irregulares durante a supervisão da instituição financeira. O caso, que resultou na prisão do proprietário do banco Master, acelerou a necessidade de mecanismos mais robustos de controle e monitoramento por parte do regulador monetário.

O novo roteiro de integridade é composto por 36 metas estruturadas em sete pilares, que incluem desde o aprimoramento na apuração de denúncias até o treinamento contínuo de pessoal e a revisão do código de ética. Entre as medidas práticas anunciadas, estão a criação de cartilhas para evitar conflitos de interesse em atividades paralelas e o endurecimento das regras de conduta para servidores em ambientes físicos e virtuais. O foco central é assegurar que a detecção e a punição de atos de corrupção sejam mais ágeis e eficazes no futuro.

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