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Auditor em João Pessoa é denunciado pelo MPF por descaminho e posse ilegal de remédios

Investigado foi alvo de operações da PF que apreenderam eletrônicos, vinhos importados e anabolizantes sem registro em sua residência.

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Redação 360 Notícia
12 de maio de 2026 às 21:002 min
Auditor em João Pessoa é denunciado pelo MPF por descaminho e posse ilegal de remédios
Foto: Reprodução
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O Ministério Público Federal denunciou um auditor em João Pessoa por descaminho, posse de medicamentos sem registro e munições. O material foi apreendido em operações que investigam a entrada ilegal de produtos vindos do Paraguai.

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma denúncia formal contra um auditor residente em João Pessoa, acusado de cometer infrações que incluem sonegação de impostos e armazenamento ilegal de produtos farmacêuticos. O caso ganhou força após investigações conduzidas pelas operações Última Fase e Concorrência Simulada, que levaram à prisão preventiva do servidor. Durante o cumprimento de mandados de busca em sua residência, no bairro Portal do Sol, os agentes registraram que o investigado tentou se desfazer de evidências, escondendo aparelhos eletrônicos e medicamentos das autoridades.

A lista de materiais confiscados revela um esquema de descaminho, com a apreensão de diversos dispositivos de tecnologia, como drones e tablets, além de dezenas de garrafas de vinhos de origem estrangeira, todos sem a devida comprovação tributária. Além dos eletrônicos, a Polícia Federal localizou um estoque de substâncias farmacológicas destinadas ao emagrecimento, tratamento de diabetes e anabolizantes. Muitos desses itens não possuíam registro na Anvisa, e alguns apresentavam formas de armazenamento proibidas pela legislação brasileira, indicando uma entrada clandestina no território nacional.

A investigação também identificou o porte irregular de armamento, sendo encontradas munições e uma pistola de calibre 22, que, apesar de inoperante conforme perícia, configura infração legal. Em depoimento, o auditor admitiu ter transportado as mercadorias vindas do Paraguai sem o recolhimento dos impostos devidos. O prejuízo fiscal estimado pelo Ministério Público gira em torno de R$ 8 mil, sobre um montante de mais de R$ 30 mil em produtos. Enquanto os eletrônicos foram destinados ao uso da própria Polícia Federal, os demais itens ilegais já foram eliminados pelas autoridades.

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