Entre Palavras

Até que ponto devemos tolerar comportamentos nocivos em nome da convivência?

O "velho" (antigo padrão, relacionamento ou situação) sempre tentará negociar a permanência. O passado se disfarça de conforto ou nostalgia para tentar puxar você de volta, mas você já partiu.

Antonio Marcos de Souza
Por
Antonio Marcos de Souza
4 de julho de 2026 às 23:292 min
Até que ponto devemos tolerar comportamentos nocivos em nome da convivência?
Foto: Reprodução
Compartilhar

Antonio Marcos de Souza/imagem: Marcos Souza

Praticar a chamada “política da boa vizinhança” não é fingir simpatia nem engolir sapos. É se preservar, deixar tudo no seu devido lugar, as claras, em pratos limpos. Respeito é essencial, mas fingimento é veneno e atuação como que em um teatro não é meu forte. Eu não sei disfarçar: quando algo está errado, transparece. É como mau cheiro — se espalha a quilômetros.

Machucar os outros e depois fingir que nada aconteceu, distorcer fatos e inverter papéis para se fazer de vítima… isso não é “distorção”, é mau-caratismo. E vem com a narrativa:Ah, isso já passou, não lembro disso, faz tanto tempo… Não foi bem assim...” Como se o tempo apagasse cicatrizes. A gente perdoa, sim, mas não esquece. Guardamos os nomes para não permitir que se repita. Essas pessoas acham tão impunes que imaginam que a verdade nunca vai aparecer ou que ninguém saberá o que disseram, articularam e fizeram. Mas a verdade sempre chega, e a galope.

Conviver perto desse tipo de pessoa é como respirar ar contaminado: a manipulação é viral, a humilhação é constante, e a pressão psicológica tenta convencer que o errado sempre será você. Pior: insiste na narrativa de que você é o tóxico da história, colocado em um calabouço invisível, algemado por medo de perder uma pseud. amizade. O resultado? Adoecimento, se diminuindo e se culpando por tudo, numa neurose causado por pessoas agressivas, corrosivas.

Nina Simone já dizia: “É preciso se levantar da mesa quando o amor não estiver mais sendo servido.”

E é isso. É preciso atitude. Tomar as rédeas da própria vida e não permitir que ninguém dite ou distorça sua história.

Saia à francesa. Quando derem por falta, você já estará longe. Preservar-se não é egoísmo. Decidir não ficar, não ir, não se expor — é autocuidado, mesmo que muitas vezes seja chamado de “pessoa antissocial”, “difícil de lidar” ou chata para convivência, apenas por ser verdadeiro, honesto e sincero com seus sentimentos e sua postura como adulto, lembre-se, quando você decide não querer mais, evoluir ou mudar de rumo, o "velho" (antigo padrão, relacionamento ou situação) sempre tentará negociar a permanência. O passado se disfarça de conforto ou nostalgia para tentar puxar você de volta, mas você já partiu. Diga não sempre que o ambiente for pesado, abafado, desconfortável. Busque sua paz. A verdadeira política da boa vizinhança também é saber dizer: “Não, muito obrigado.”

Antonio Marcos de Souza

#tolerar#vizinhança#fingir#simpatia#respeito#disfarce#convivência

Comentários

(0)

Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários...