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Justiça Eleitoral indefere candidatura de mulher de líder de facção criminosa de Alagoas no Rio de Janeiro

Tribunal Regional Eleitoral barrou registro de Mariana de Souza (PP) após investigação apontar vínculo com líder de facção criminosa alagoana.

Antonio Marcos de Souza
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Antonio Marcos de Souza
Publicado em 13 de setembro de 2026 às 08:002 min
Justiça Eleitoral indefere candidatura de mulher de líder de facção criminosa de Alagoas no Rio de Janeiro
Foto: Reprodução
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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) indeferiu a candidatura de Mariana de Souza (PP) após revelações sobre seu vínculo com Wilson Marques, apontado como líder do Comando Vermelho em Alagoas.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) decidiu, em sessão realizada na última sexta-feira, indeferir o registro de candidatura de Mariana de Souza, que concorria a uma vaga de deputada federal pelo Partido Progressista (PP). A medida judicial baseia-se em investigações que apontam ligações diretas da candidata com o crime organizado, uma vez que ela é casada com Wilson Marques de Albuquerque, de 37 anos, identificado pelas autoridades de segurança pública como uma das principais lideranças da facção Comando Vermelho no estado de Alagoas.

Wilson Marques de Albuquerque, conhecido nos círculos criminais pelos apelidos de “Zé Dirceu” ou “Alex”, é considerado um foragido de alta periculosidade. Segundo o levantamento realizado junto aos sistemas de inteligência integrados, ele possui um extenso histórico criminal na Justiça alagoana, respondendo a múltiplos processos que incluem homicídio qualificado e participação ativa em organização criminosa. A decisão do tribunal fluminense reflete o esforço das instituições em evitar que estruturas políticas sejam utilizadas para facilitar as atividades de grupos ligados ao tráfico de drogas e outros delitos graves.

Atualmente, Wilson é alvo de diversos mandados de prisão em aberto, expedidos pelas 16ª e 17ª Varas Criminais de Maceió. A trajetória do investigado é monitorada de perto pela Secretaria de Segurança Pública de Alagoas e por órgãos federais, como o Ministério da Justiça e Segurança Pública, através do Projeto Escuta. Este sistema de inteligência mapeia a movimentação de lideranças criminosas que atuam em diferentes estados, evidenciando como a influência da facção se estende do Nordeste até a região Sudeste, onde o grupo possui forte presença territorial e logística.

O indeferimento da candidatura de Mariana de Souza levanta debates sobre os critérios de elegibilidade e a integridade do processo eleitoral. Embora a candidata possa apresentar recurso contra a decisão, o TRE-RJ sinaliza um rigor maior na fiscalização de candidaturas cujos vínculos familiares ou financeiros possam indicar uma extensão de atividades ilícitas para dentro da esfera pública. O Ministério Público Eleitoral tem reforçado a vigilância sobre casos semelhantes, buscando garantir que o pleito ocorra de forma transparente e livre de influências externas provenientes do narcotráfico, que tenta expandir seu poder através de representantes em cargos eletivos.

Os próximos passos jurídicos dependem da defesa de Mariana de Souza, que deve contestar os fundamentos da sentença nos tribunais superiores. Enquanto isso, as forças policiais continuam as buscas por Wilson Marques, cujo paradeiro permanece desconhecido. A situação destaca a complexidade do combate ao crime organizado no Brasil, que exige uma coordenação entre o sistema judiciário eleitoral e as agências de repressão ao crime para impedir que a estrutura do Estado seja infiltrada por agentes vinculados a facções que operam em escala interestadual.

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Autor: Antonio Marcos de Souza

Publicado: 13 de setembro de 2026 às 08:00

Atualizado: 13 de setembro de 2026 às 08:00

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