Após 30 anos, tragédia no Osasco Plaza Shopping segue como alerta para riscos de gás em SP
O maior acidente do tipo no estado completa três décadas e reacende discussões sobre segurança após nova fatalidade no Jaguaré.

Os 30 anos da tragédia no shopping de Osasco, que provocou 42 mortes, trazem à tona o histórico de acidentes com gás no estado de São Paulo. Relembre os episódios mais graves e as recentes ocorrências na região metropolitana.
A lembrança do maior desastre por explosão no estado de São Paulo ganha novos contornos em 2026, quando a tragédia do Osasco Plaza Shopping completa trinta anos. O episódio ocorrido em 11 de junho de 1996, que resultou na morte de 42 pessoas e feriu outras 300, voltou ao debate público após um recente acidente fatal provocado por um vazamento de gás no bairro do Jaguaré, na capital paulista, reforçando a preocupação constante com a segurança urbana.
O incidente em Osasco, ocorrido na véspera do Dia dos Namorados, foi desencadeado pelo acúmulo de gás GLP vindo de uma tubulação subterrânea. A detonação aconteceu no momento de maior movimento na praça de alimentação, destruindo mais de 20 estabelecimentos comerciais e abrindo crateras no pavimento. O resgate mobilizou equipes por horas e deixou marcas profundas na região metropolitana, com processos judiciais de indenização que se arrastaram por décadas.
Dados históricos revelam que eventos de grande magnitude envolvendo materiais inflamáveis e redes de gás mataram pelo menos 72 paulistas desde a década de 1990. Entre os casos emblemáticos estão a explosão de uma carga de fogos de artifício em Pirituba, em 1995, que vitimou 15 pessoas, e um acidente em uma fábrica clandestina de balões na Casa Verde em 2001. Outros registros em Santo André, São Bernardo do Campo e na Zona Leste da capital mostram que os riscos persistem mesmo com o endurecimento de normas.
O mais recente capítulo dessa cronologia de acidentes ocorreu nesta semana no Jaguaré, onde o rompimento de uma tubulação durante obras de infraestrutura danificou 46 residências e deixou uma pessoa morta. O episódio serve como um alerta recorrente de que, três décadas após o trauma ocorrido no shopping de Osasco, a gestão de redes de gás e o armazenamento de itens explosivos em áreas residenciais continuam sendo desafios críticos para a segurança pública.






