Saúde

A ascensão dos instrutores de fitness virtuais e os perigos das promessas irreais por IA

Avatares digitais prometem perda de peso recorde e corpos perfeitos, desafiando limites da ciência e regras publicitárias internacionalmente.

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Redação 360 Notícia
18 de maio de 2026 às 02:002 min
A ascensão dos instrutores de fitness virtuais e os perigos das promessas irreais por IA
Foto: Reprodução
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Anúncios manipulados por inteligência artificial prometem transformações físicas milagrosas em redes sociais, gerando alertas de especialistas sobre riscos à saúde e publicidade enganosa.

Uma investigação conduzida pela BBC revelou uma crescente onda de anúncios nas redes sociais que utilizam avatares gerados por inteligência artificial para promover programas de exercícios físicos. Esses personagens, que muitas vezes parecem pessoas reais, prometem transformações corporais drásticas em tempos curtíssimos, como perder dezenas de quilos ou rejuvenescer a aparência em menos de um mês. Especialistas alertam que tais resultados são cientificamente impossíveis de serem alcançados no período prometido, o que configura publicidade enganosa.

A Autoridade de Normas Publicitárias (ASA) do Reino Unido já sinalizou que o uso de IA na publicidade não é ilegal, mas a falta de clareza sobre a natureza artificial dessas figuras e as promessas infundadas violam regras de proteção ao consumidor. O problema central é que a tecnologia permite a criação contínua de conteúdo, inundando os feeds dos usuários com padrões estéticos inatingíveis. De acordo com o professor Andy Miah, da Universidade de Salford, o setor vive um momento de "velho oeste", onde a busca por orientação em saúde torna o público vulnerável a expectativas ilusórias e perigosas.

Profissionais de educação física tradicionais também manifestam preocupação com o impacto dessa tendência na saúde mental e física, especialmente entre os jovens. David Fairlamb, instrutor com décadas de experiência, ressalta que a tecnologia não substitui a conexão humana e o acompanhamento real, além de ignorar as limitações físicas individuais que podem levar a lesões. Embora plataformas como TikTok e Meta afirmem estar rotulando conteúdos sintéticos, muitas dessas propagandas ainda circulam sem avisos claros, dificultando a distinção entre o que é realidade e o que é puro código digital.

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