Vídeo mostra explosão de celular no bolso de idoso no interior de SP
Incidente em Santa Bárbara d’Oeste deixou vítima de 68 anos com ferimentos graves após aparelho de cinco anos de uso entrar em combustão; veja detalhes.

Um idoso de 68 anos sofreu queimaduras de segundo grau após seu celular explodir no bolso em Santa Bárbara d’Oeste. O incidente ocorreu logo após o carregamento do aparelho, que tinha cinco anos de uso, gerando alerta sobre a segurança de baterias antigas.
Um incidente doméstico grave serviu como alerta para os usuários de tecnologia na última semana em Santa Bárbara d’Oeste, no interior de São Paulo. Cícero Santos, um idoso de 68 anos, sofreu queimaduras de segundo grau após o seu telefone celular explodir subitamente enquanto estava guardado no bolso de sua calça. O episódio, ocorrido na noite de segunda-feira (25) no bairro Jardim Europa, foi registrado por câmeras de segurança e as imagens, que circulam agora nas redes sociais, mostram a rapidez e a periculosidade do evento, que transformou um momento de celebração familiar em um susto médico considerável.
De acordo com os relatos de familiares, o acidente aconteceu logo após o aparelho ser desconectado do carregador. O idoso havia carregado o dispositivo normalmente e o colocou no bolso para continuar participando de uma confraternização. Poucos minutos depois, o smartphone começou a emitir faíscas e, em seguida, houve uma explosão que gerou chamas diretas na vestimenta da vítima. Devido à idade e ao susto inicial, Cícero levou alguns segundos para compreender a origem do calor intenso, mas, ao perceber o fogo, conseguiu arremessar o eletrônico no chão. O impacto imediato resultou em ferimentos profundos na região da coxa, exigindo socorro urgente.
A vítima foi prontamente encaminhada ao Pronto-Socorro “Dr. Afonso Ramos”, unidade de saúde referência na região. No local, a equipe médica diagnosticou queimaduras de segundo grau, que atingem a epiderme e a derme, causando bolhas e dor intensa. Cícero passou por procedimentos de limpeza, curativos especializados e recebeu prescrição de antibióticos para prevenir infecções secundárias, uma complicação comum em lesões causadas por baterias químicas. O aparelho celular, que tinha cerca de cinco anos de uso, ficou completamente inutilizado, apresentando sinais severos de carbonização e derretimento de componentes internos.
O caso levanta uma discussão relevante sobre a vida útil e a segurança de dispositivos móveis antigos. Segundo Josiane Bossi, filha da vítima, o celular nunca havia passado por manutenção ou troca de bateria, e era utilizado sempre com o carregador original ou de uso rotineiro. Especialistas em eletrônicos apontam que baterias de íon de lítio, presentes na vasta maioria dos smartphones atuais, possuem uma vida útil limitada e podem sofrer um fenômeno chamado "fuga térmica". Com o passar dos anos, o desgaste químico interno pode levar ao estufamento da bateria ou ao rompimento das camadas isolantes, provocando curto-circuitos internos que resultam em explosões, especialmente após ciclos de carga que geram calor.
Este incidente em Santa Bárbara d’Oeste ressalta a importância de cuidados preventivos que muitas vezes são negligenciados pelo consumidor brasileiro. Recomenda-se que aparelhos com mais de três anos de uso tenham a saúde da bateria monitorada e que qualquer sinal de aquecimento excessivo ou deformação na carcaça seja motivo para descarte ou reparo técnico imediato. Além disso, o uso de carregadores de procedência duvidosa e a prática de deixar o aparelho carregar em superfícies que não dissipam calor, como camas ou sofás, aumentam drasticamente os riscos. No caso de Cícero, a comemoração em família terminou com um alerta físico e visual sobre como a tecnologia estagnada pode se tornar um perigo invisível dentro do próprio bolso.
Até o momento, não houve informações sobre a marca específica do aparelho envolvido no acidente, mas o caso reacende o debate sobre o descarte correto de lixo eletrônico e o suporte das fabricantes a modelos considerados legados. Para o consumidor, fica a lição de que, apesar da conveniência, a manutenção preventiva e o reconhecimento dos sinais de fadiga de componentes eletrônicos são essenciais para evitar tragédias domésticas. Cícero Santos segue em recuperação em casa, sob observação dos familiares, enquanto as autoridades locais e especialistas em segurança do consumidor recomendam a máxima cautela com dispositivos que apresentem superaquecimento irregular no cotidiano.






