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Família de jovem desaparecido no mar em Ilhabela mantém buscas e alerta para crises de epilepsia

Jovem de 28 anos desapareceu no último domingo durante passeio; mãe faz apelo emocional e destaca riscos devido à condição de saúde do filho.

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Redação 360 Notícia
30 de maio de 2026 às 18:003 min
Família de jovem desaparecido no mar em Ilhabela mantém buscas e alerta para crises de epilepsia
Foto: Reprodução
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As buscas por Dheorge Bernardino, de 28 anos, entram em fase decisiva em Ilhabela. Desaparecido há seis dias após passeio de moto aquática, o jovem sofre de epilepsia e está sem medicação, o que aumenta a angústia de sua família cearense que clama pela continuidade dos resgates.

As operações de busca e salvamento no Litoral Norte de São Paulo entraram em uma fase crítica neste sábado (30), completando seis dias de esforços ininterruptos para localizar Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos. O jovem desapareceu no último domingo (24) após sair para um passeio de moto aquática em Ilhabela, um dos destinos turísticos mais procurados do estado. Enquanto o Corpo de Bombeiros e as autoridades navais mantêm as patrulhas na região, a família de Dheorge, residente em Alcântara, no interior do Ceará, vive dias de angústia extrema, equilibrando-se entre a esperança de um milagre e o temor pelas condições de saúde do rapaz.

O caso ganhou repercussão nacional devido às circunstâncias dramáticas do desaparecimento. Dheorge não estava sozinho no momento em que a moto aquática derivou em alto-mar; ele compartilhava a embarcação com uma amiga, identificada como Bruna. A mulher foi milagrosamente encontrada com vida por pescadores após passar cerca de 42 horas à deriva, enfrentando hipotermia e o isolamento em mar aberto. O resgate de Bruna, ocorrido no início da semana, alimentou as expectativas de que Dheorge também pudesse ter sobrevivido, possivelmente alcançando alguma ilha desabitada ou mantendo-se flutuando em algum ponto distante da costa. No entanto, com o passar das horas e a ausência de novos vestígios, a situação torna-se cada vez mais complexa para as equipes de resgate.

Um dos fatores que mais elevam a preocupação da família é o quadro clínico de Dheorge. Segundo Maria de Fátima Pereira Bernardino, mãe do jovem, ele sofre de epilepsia e depende do uso contínuo de medicação controlada para prevenir crises convulsivas. Em declarações emocionadas, a mãe destacou que o filho está há quase uma semana sem acesso ao tratamento, o que aumenta exponencialmente o risco de um episódio neurológico grave. O temor é que, caso ele tenha sofrido uma convulsão enquanto estava na água ou mesmo em terra firme, sua capacidade de sobrevivência ficaria severamente comprometida. A falta de informações detalhadas sobre o momento exato em que o casal se separou no mar também angustia os parentes, que pedem por mais clareza nos depoimentos dos sobreviventes.

Financeiramente impossibilitados de viajar do Ceará para São Paulo para acompanhar as buscas de perto, os pais de Dheorge dependem de informações repassadas pelas autoridades e pela rede de amigos que o jovem construiu em São José do Rio Preto, cidade onde residia há uma década. Maria de Fátima faz um apelo contínuo para que as buscas não sejam interrompidas, contrariando os protocolos habituais que preveem o encerramento de operações após determinado período sem pistas. Até o momento, o Corpo de Bombeiros sinalizou que os trabalhos continuarão, utilizando embarcações e aeronaves para cobrir uma vasta área que se estende para além do canal de Ilhabela, levando em conta a influência das correntes marítimas que podem ter arrastado o jovem para longe.

Este episódio levanta questões importantes sobre a segurança náutica e o monitoramento de embarcações de lazer no litoral brasileiro. A moto aquática utilizada por Dheorge foi encontrada vazia anteriormente, o que indica que os ocupantes foram forçados a abandoná-la ou caíram por alguma razão ainda não totalmente esclarecida. O contexto de lazer que se transformou em tragédia serve como um alerta para a imprevisibilidade do mar, especialmente em regiões de águas profundas e correntes variáveis. Para a comunidade de Alcântara e para os amigos em São José do Rio Preto, Dheorge é descrito como um homem trabalhador e dedicado à família, o que motiva uma corrente de orações e apoio que ultrapassa as fronteiras estaduais, enquanto o país aguarda por um desfecho para este mistério marítimo.

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