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Tragédia no Oeste: Duas pessoas morrem carbonizadas após colisão contra árvore no Paraná

Vítimas seguiam por estrada rural em Santa Terezinha de Itaipu quando veículo colidiu e foi consumido pelas chamas; identificação dependerá de exame de DNA.

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Redação 360 Notícia
29 de maio de 2026 às 12:003 min
Tragédia no Oeste: Duas pessoas morrem carbonizadas após colisão contra árvore no Paraná
Foto: Reprodução
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Um grave acidente em Santa Terezinha de Itaipu, no Oeste do Paraná, resultou na morte de duas pessoas carbonizadas após o veículo bater em uma árvore e pegar fogo. As vítimas ainda não foram identificadas devido ao estado dos corpos.

Um trágico acidente registrado na noite da última quinta-feira (28) resultou na morte de duas pessoas no município de Santa Terezinha de Itaipu, localizado na região oeste do estado do Paraná. O veículo em que as vítimas viajavam colidiu violentamente contra uma árvore em uma estrada rural e, em seguida, foi consumido por um incêndio de grandes proporções. De acordo com informações preliminares das autoridades locais, os dois ocupantes do automóvel não conseguiram abandonar o interior do veículo a tempo e acabaram morrendo carbonizados.

A ocorrência foi registrada em uma via vicinal na região conhecida como 1ª Linha, nas proximidades da Fazenda Paulista, uma área de movimentação agrícola e estradas de terra. A Polícia Militar foi a primeira força de segurança a ser acionada, recebendo chamadas sobre um automóvel em chamas na localidade. Ao chegarem ao ponto indicado, os policiais encontraram o Corpo de Bombeiros já em plena atividade de combate ao fogo. A intensidade das chamas e a deformação da estrutura metálica do carro indicavam que o impacto contra o anteparo fixo — a árvore — foi extremamente severo, possivelmente comprometendo o sistema de combustível e dando início ao incêndio imediato.

Para os socorristas que atuaram na linha de frente, o cenário era desolador. Após o rescaldo e a extinção completa dos focos de incêndio, as equipes de resgate confirmaram a presença de dois corpos no interior da cabine. Devido à exposição prolongada a temperaturas elevadas, as vítimas estavam carbonizadas em um nível que impediu qualquer tentativa de reconhecimento visual ou por meio de documentos que pudessem estar no local. A destruição total do veículo também dificultou a identificação imediata das características do modelo, restando apenas a estrutura retorcida para análise pericial.

Diante da gravidade da situação, a Polícia Científica e o Instituto Médico Legal (IML) foram convocados para realizar os levantamentos técnicos necessários. Especialistas explicam que, em casos de carbonização total, a identificação oficial depende obrigatoriamente de métodos científicos mais complexos. Os corpos foram encaminhados para exames de DNA em Curitiba ou análise da arcada dentária, procedimentos que podem levar dias para apresentar um resultado conclusivo. A coleta de informações sobre pessoas desaparecidas na região também faz parte do protocolo investigativo para tentar cruzar dados e nomear as vítimas.

O episódio levanta novamente o alerta sobre a segurança em vias rurais no interior do Paraná. Muitas dessas estradas carecem de sinalização vertical, iluminação adequada e possuem trechos com pavimentação irregular ou poeira excessiva, o que pode comprometer a visibilidade e o controle dos veículos, especialmente durante a noite. As autoridades de trânsito agora trabalham para entender o que teria levado o motorista a perder o controle da direção. Não se descarta a hipótese de excesso de velocidade, falha mecânica ou tentativa de desvio de algum obstáculo na pista antes da colisão fatal.

A Polícia Civil do Paraná deverá instaurar um inquérito para apurar as circunstâncias exatas do sinistro. Além de aguardar os laudos periciais sobre as condições do veículo e a possível causa da morte das vítimas (se pelo impacto ou pela inalação de fumaça), os investigadores buscam testemunhas que possam ter presenciado o momento do acidente ou os instantes que o antecederam. O trânsito na via rural permaneceu interditado por algumas horas para o trabalho da perícia, sendo liberado apenas na madrugada seguinte, após a remoção da carcaça do automóvel.

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