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Tragédia em Belém: Quem é o motorista preso pelo atropelamento fatal de três pessoas?

Pablo Henrique Farias da Silva, de 20 anos, foi autuado por homicídio e lesão corporal após perseguição que terminou com mortes na Avenida Augusto Montenegro.

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Redação 360 Notícia
30 de maio de 2026 às 00:003 min
Tragédia em Belém: Quem é o motorista preso pelo atropelamento fatal de três pessoas?
Foto: Reprodução
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Tragédia na capital paraense deixa três mortos e três feridos após atropelamento gravíssimo na Avenida Augusto Montenegro. Suspeito de 20 anos, ligado a torcida organizada, foi preso em flagrante após perseguição envolvendo motocicletas de torcedores rivais no bairro Parque Verde.

A capital paraense foi palco de uma tragédia no trânsito motivada, supostamente, por rivalidade extrema entre torcidas de futebol. Na madrugada desta sexta-feira (29), um grave atropelamento na Avenida Augusto Montenegro, uma das principais vias de Belém, resultou na morte de três pessoas e deixou outras três feridas. O principal suspeito, identificado como Pablo Henrique Farias da Silva, de 20 anos, foi preso em flagrante por equipes da Polícia Militar logo após o ocorrido. O caso ganha contornos de violência urbana, uma vez que as investigações preliminares apontam que o incidente aconteceu no contexto de uma perseguição entre torcedores de clubes rivais.

O episódio ocorreu no bairro Parque Verde, nas proximidades do conjunto Jardim Sevilha, pouco depois da celebração da vitória do Paysandu sobre o Nacional, do Amazonas, pela Copa Norte. Segundo os registros das autoridades, Pablo Henrique conduzia o veículo no momento em que atingiu seis pessoas que estavam em motocicletas. O impacto foi tão severo que duas das vítimas, Elder Martins Santos e Ruan Garcia Batista, faleceram instantaneamente no local da colisão. Uma terceira vítima, Jonatan Mateus Maciel, chegou a ser resgatada com vida e levada a uma unidade de saúde, mas não suportou a gravidade dos ferimentos e teve o óbito confirmado poucas horas depois. As outras três pessoas atingidas permanecem internadas no Hospital Metropolitano, e o estado de saúde delas ainda não foi detalhado pelas equipes médicas.

A Polícia Civil do Pará autuou Pablo Henrique por homicídio culposo na direção de veículo automotor e lesão corporal dolosa, quando há a intenção ou se assume o risco de ferir. No momento da detenção, o jovem vestia uma camisa da "Terror Bicolor", uma torcida organizada do Paysandu que, tecnicamente, está extinta por força de uma decisão judicial desde o ano de 2007. A sentença da 1ª Vara da Fazenda da Comarca de Belém proíbe terminantemente a comercialização e o uso de materiais que façam alusão ao grupo, devido a históricos anteriores de violência. No entanto, a utilização dessa vestimenta reforça a tese de que o atropelamento não foi um acidente fortuito de trânsito, mas sim um desdobramento de conflitos entre grupos organizados de Remo e Paysandu.

Para o leitor brasileiro, este caso evidencia a persistente problemática da violência ligada ao esporte, que muitas vezes extrapola os estádios e invade as vias públicas em horários de comemorações. A Avenida Augusto Montenegro, local do crime, é conhecida por ser um dos eixos logísticos mais importantes de Belém, mas também por registrar altos índices de acidentes graves. O fato de o atropelamento ter envolvido múltiplas motos sugere uma dinâmica de "caça" ou confronto direto entre veículos, comum em episódios de emboscadas entre torcidas. A Polícia Civil agora trabalha para coletar imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas que ajudem a esclarecer se houve provocação prévia ou se as vítimas foram escolhidas aleatoriamente por estarem vestindo cores do clube rival.

A defesa do motorista ainda não se manifestou formalmente, e o silêncio dos advogados é um ponto comum em fases iniciais de investigações de grande clamor público. A expectativa é que, nos próximos dias, a perícia técnica do Instituto de Criminalística apresente um laudo detalhado sobre a velocidade do automóvel e a trajetória percorrida antes da colisão fatal. O Poder Judiciário deve avaliar a conversão da prisão em flagrante para preventiva, considerando a gravidade das mortes e o risco à ordem pública. O caso reacende o debate sobre a fiscalização das torcidas organizadas banidas e a necessidade de punições mais severas para crimes de trânsito que envolvam motivações fúteis ou ódio por rivalidade esportiva, algo que segue como ferida aberta na segurança pública das metrópoles brasileiras.

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